Centeno espera receber hoje mandato para trabalhar no orçamento para zona euro

Centeno espera receber hoje mandato para trabalhar no orçamento para zona euro

 

Lusa/AO Online   Economia   14 de Dez de 2018, 10:08

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, disse esperar receber, esta sexta-feira, dos líderes europeus um mandato para trabalhar no sentido de um orçamento da zona euro, observando que aquilo que há pouco parecia “impossível” agora é “provável”.

“Em apenas algumas semanas, fomos de 'impossível' para 'provável' em termos de orçamento para a zona euro. Hoje espero receber um mandato dos líderes para continuar a trabalhar em instrumentos orçamentais para promover a convergência e competitividade na zona euro”, disse Centeno à chegada à sede do Conselho Europeu, em Bruxelas, onde hoje decorrerá também uma Cimeira do Euro.

O presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro considerou que se trata de uma reunião “importante”, já que “os líderes são chamados a aprovar o acordo do Eurogrupo da semana passada” sobre a reforma do euro.

“Tomámos decisões muito importantes”, disse Centeno, que hoje irá apresentar aos chefes de Estado e de governo, para sua aprovação, os compromissos alcançados no Eurogrupo em torno do ‘backstop’ para o Fundo Único de Resolução, da reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), e da cooperação entre aquele mecanismo e a Comissão Europeia.

Além do apoio formal dos líderes a este “acordo muito importante para a Europa, na sequência de negociações muito longas, para tornar a zona euro mais forte”, Centeno espera então receber também um mandato para se dedicar nos próximos meses ao desenvolvimento de instrumentos orçamentais da zona euro para a convergência e competitividade.

“É aquilo que desejo para o próximo ano”, disse.

Na quinta-feira, à chegada à última cimeira do ano, também o primeiro-ministro, António Costa, disse esperar que o Conselho Europeu dê pela primeira vez “um mandato muito claro” ao Eurogrupo para avançar nas discussões sobre uma capacidade orçamental própria da zona euro focada na convergência.

António Costa frisou que, “isso, para um país que pelo segundo ano consecutivo converge pela primeira vez com a UE desde o início do século, é obviamente algo que é absolutamente decisivo”, razão pela qual Portugal voltará a defender uma capacidade orçamental própria do espaço da moeda única “que permita a convergência”.

“Claro que os fatores de estabilização são importantes, mas o grande estabilizador da zona euro é a convergência e a diminuição das assimetrias entre os Estados-membros. Portanto, tenho esperança que amanhã o Conselho dê um mandato muito claro ao Eurogrupo para prosseguir essa matéria”, declarou.


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