Campanha a 'meio gás' em dia de campeonato de futebol


 

Lusa/Ao online   Nacional   18 de Mai de 2019, 19:32

No dia em que fica decidido quem será o campeão nacional de futebol deste ano, a campanha eleitoral para as europeias abrandou, com os partidos a terminarem as iniciativas pelo final da tarde.

O campeonato ficará decidido entre o Benfica e o Porto, que começaram a jogar pelas 18:30, com o Santa Clara e o Sporting, respetivamente.

A essa hora, à exceção do PS, todos os partidos com representação no Parlamento Europeu, tinha já dado o dia de campanha por terminado.

Antes, em Ovar, no distrito de Aveiro, o cabeça de lista centrista às europeias, Nuno Melo, tinha voltado a dramatizar o discurso, pelo segundo dia consecutivo, e pediu para o CDS-PP ficar à frente do BE e do PCP como sinal de tolerância no combate aos extremismos.

O candidato assumiu que os centristas querem ocupar o espaço eleitoral à direita, face ao reposicionamento do PSD, e até para ser “tampão” à extrema-direita.

Romando a sul, no distrito de Setúbal esteve o cabeça de lista da CDU, que se mostrou seguro de que a mensagem da coligação tem chegado aos cidadãos eleitores, em jeito de balanço da primeira semana de campanha oficial na estrada.

Mais tarde, à tarde, no final da maior arruada de campanha da CDU, em Almada, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, aproveitou para voltar a atribuir à atuação da CDU os “avanços” nos rendimentos e direitos, porque o Governo minoritário do PS "não tinha os votos" sozinho, nem as "mãos livres", para a sua habitual política de direita.

A norte, o cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques, passeou durante a manhã pelo centro de Viana do Castelo e falou com eleitores de outros países, como do Reino Unido, a quem disse que preferia que permanecessem na União Europeia.

Num almoço comício em Viana, o líder socialista, António Costa, aproveitou para advertir que o PS tem de lutar até ao último segundo pela vitória nas eleições europeias, sem se deslumbrar, salientando que previsões não são votos que entram nas urnas.

Os socialistas também comentaram a participação do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na campanha do PSD, dentro de dois dias, tendo o líder da federação de Viana do Castelo do PS, Miguel Alves, considerado que é um indício sobre a vontade de regresso ao poder da corrente dos "cortes".

Numa ação de rua em Guimarães, distrito de Braga, o candidato social-democrata tentou “cativar e convencer” eleitores para o voto no PSD, numa “arruada” naquele bastião socialista, onde desvalorizou os ataques do “habilidoso” António Costa.

Em Vila Nova de Famalicão, Paulo Rangel respondeu às críticas de António Costa à política-espectáculo lembrando a participação do primeiro-ministro num programa televisivo com a família, no qual cozinhou cataplana.

A líder do BE, Catarina Martins, também se voltou a juntar à cabeça de lista do partido, Marisa Matias, no tradicional “mega-almoço” dos bloquistas de meio da campanha,

Perante cerca de 900 pessoas, na sala Tejo do Altice Arena, a candidata bloquista defendeu que "só a esquerda" pode dar uma nova Europa "às gerações que desconfiam do sentido" seguido, criticando o "festival de hipocrisia" de PS, PSD e CDS-PP sobre orçamentos comunitários.

Hoje foi também o dia em que o cabeça de lista da Aliança, Paulo Sande, regressou à “estrada”, depois de ter sofrido um acidente de aviação quando se deslocava para uma ação de campanha do partido.


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