Apoio financeiro à contratação de desempregados é ineficaz porque não garante criação de emprego


 

Cristina Pires   Nacional   29 de Set de 2011, 08:36

A CGTP considera que o apoio financeiro às empresas que contratem desempregados há mais de seis meses é uma medida ineficaz, que não incentiva à criação de emprego nem garante que os trabalhadores recebam formação profissional.

"A CGTP considera que esta medida é completamente ineficaz para concretização dos objetivos pretendidos", refere a central sindical num documento em que reafirma que só o crescimento económico permitirá a criação de emprego.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso, vai ser apresentado hoje em sede de concertação social em resposta às propostas do Governo.

O Governo enviou terça-feira aos parceiros sociais uma proposta para estimular a contratação e a formação de trabalhadores em situação de desemprego há mais de seis meses assegurando às empresas contratantes o pagamento de cerca de 420 euros por mês, até seis meses, por cada desempregado contratado.

Para a CGTP, esta medida não é um incentivo à criação de emprego nem "um verdadeiro combate ao desemprego".

"Pelo contrário, as empresas são apoiadas com fundos públicos para celebrarem contratos de trabalho precários", afirma a central sindical acrescentando que não há qualquer garantia de manutenção dos trabalhadores nas empresas findos os seis meses".

A Intersindical considera também que "não há qualquer garantia de que os trabalhadores recebam de facto formação profissional" que lhes dê novas qualificações de modo a melhorarem as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho e lembra que "a maior parte das empresas não podem oferecer formação certificada".

O programa vai abranger 35.000 desempregados e implica um investimento de 100 milhões de euros, assegurado maioritariamente por verbas comunitárias.


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