Açoriano Oriental
Aliança diz ser “grave” academia açoriana não ter acesso a fundos da UE

O líder regional do Aliança, Paulo Silva, identificou hoje como o problema “mais grave” da Universidade dos Açores a academia não poder concorrer a fundos comunitários, defendendo uma aposta na investigação.

Aliança diz ser “grave” academia açoriana não ter acesso a fundos da UE

Autor: Lusa/AO Online

“O problema mais grave é a Universidade dos Açores não se poder candidatar a fundos comunitários. Isto é, em termos estruturantes, um pesadelo”, declarou o dirigente do Aliança, aos jornalistas, após um encontro com o reitor da Universidade dos Açores, João Luís Gaspar.

Paulo Silva, ex-militante do PSD/Açores, que se fez acompanhar pelo cabeça de lista de São Miguel, Mário Fernandes, e por Luísa Viveiros, candidata pela mesma lista, estima que a academia açoriana perdeu 40 milhões no atual quadro comunitário, que cessa este ano, esperando que “o Governo dos Açores, na preparação do quadro financeiro plurianual 2021-2027, inclua a Universidade dos Açores”, em conversações com o Governo da República.

O dirigente recordou que “há 12 anos foi retirado o apoio, pela parte do Governo Regional, à investigação molecular, e hoje está-se com a pandemia”, o que significa, na sua leitura, que se “perdeu 12 anos de investigação, numa altura em que a Universidade dos Açores “estava bem avançada", tendo "agora que começar tudo da estaca zero”.

Para o responsável do Aliança/Açores, é “muito apelativo ser investigador em Portugal e nos Açores, sendo necessário é criar condições” para investigar e estruturas.

O dirigente considera que o projeto espacial de Santa Maria “é um investimento muito interessante”, mas questiona-se sobre “onde está a investigação”, defendendo o recrutamento de investigadores de topo para os Açores.

Paulo Silva considera que se está “reagir em vez de agir, e este tem sido o problema do Governo socialista”.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

No mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019, estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.


 
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