Dia Internacional do Idoso

80 por cento da população sem protecção social na velhice

80 por cento da população sem protecção social na velhice

 

Lusa / AO online   Internacional   1 de Out de 2007, 22:06

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou hoje que 80 por cento da população mundial continua privada de sistemas de protecção social na velhice e insistiu para que os governos adoptem medidas.
O alerta surge na data em que se assinala o Dia Internacional do Idoso.

"O nosso conceito do que significa ser idoso está a mudar constantemente. Enquanto os mais velhos foram vistos, em ocasiões anteriores, como uma carga para a sociedade, agora cada vez mais são reconhecidos como um 'activo' que pode e deve ser explorado", referiu Ban Ki-moon, acrescentando que a aplicação de "pensões sustentáveis e novas medidas de protecção social" constitui um desafio, sobretudo, para os países em desenvolvimento.

Segundo dados das Nações Unidas, a proporção mundial de idosos poderá ultrapassar, em 2050, os 22 por cento, ou seja, o dobro da que existe na actualidade. Nos países em desenvolvimento, a percentagem poderá atingir os 80 por cento.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) advertiu os governos para a necessidade de ajudarem os mais velhos, reconhecendo as suas contribuições, melhorando os serviços de saúde, acabando com formas de discriminação e estabelecendo sistemas de pensões baseados na solidariedade entre gerações.

Na Alemanha, um dos sete países mais industrializados do mundo, os sociais-democratas defenderam hoje o prolongamento da duração das indemnizações a conceder aos desempregados mais velhos, uma medida encarada como um abandondo das reformas do antigo chanceler Gerhard Schroder e que tem suscitado controversa no seio do próprio partido, o SPD.

A quatro semanas do congresso do partido, a proposta do líder do SPD, Kurt Beck, foi bem acolhida pela ala mais esquerdista dos sociais-democratas e pelos sindicalistas e rejeitada pelo vice-chanceler, que também é ministro do Trabalho, Franz Muntefering.

De acordo com a proposta, baseada no modelo avançado pela Federação de Sindicatos alemães, a indemnização a dar a desempregados com 50 ou mais anos seria prolongada, nos limites máximos, de ano e meio para dois anos.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.