Covid-19

Vacina da Novavax em novos ensaios com 30.000 voluntários nos EUA e México

Os ensaios clínicos para averiguar a eficácia e a segurança da vacina contra o SARS-CoV2-2 da biotecnológica Novavax começaram nos Estados Unidos da América (EUA) e no México, com cerca de 30.000 voluntários.



Em comunicado, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA explicitam que a terceira fase do ensaio clínico “aleatório” e “controlado com placebo” da Novavax vai ser contar com “aproximadamente 30.000 pessoas em cerca de 115 locais” nos Estados Unidos e no México.

“[O ensaio clínico] vai avaliar a segurança e eficácia da NVX-CoV2373, a vacina candidata desenvolvida pela Novavax, de Gaithersburg, Maryland. A Novavax está a liderar o ensaio [clínico] enquanto patrocinador regulatório”, acrescenta a nota.

Esta terceira fase da vacina contra a covid-19 da Novavax está a ser desenvolvida em conjunto com a Operação Warp Speed, um programa que envolve várias agências e que está a ser supervisionado pelos departamentos da Saúde e dos Serviços Humanos e da Defesa.

Dois terços dos voluntários, que têm de ter pelo menos 18 anos, vão ser inoculados com a vacina, enquanto um terço apenas vai receber o placebo. Ou seja, nenhum dos participantes vai saber se recebeu a vacina ou o placebo.

Para que os resultados da vacina sejam o mais fiáveis possível, pelo menos 25% dos voluntários têm de ter pelo menos 65 anos.

Esta vacina vai ser administrada em duas doses – à semelhança de outras, como, por exemplo, a da Pfizer e que já está a ser administrada à população -, com um intervalo de três semanas.

Contudo ao contrário dos fármacos da Pfizer e da Moderna, esta vacina pode ser armazenada a temperaturas entre 2ºC e 8ºC, um fator que pode facilitar a distribuição.

A vacina da Novavax utiliza um método de proteína recombinante, que consiste na forma “estabilizada da proteína Spike”.

Duas outras vacinas, a da Johnson & Johnson e a da AstraZeneca e da Oxford devem solicitar dentro de pouco tempo a autorização de emergência para distribuição concedida pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla inglesa), de modo a que ambos os fármacos entrem o quanto antes em circulação no país mais afetado pela pandemia – mais de 19 milhões de infetados e mais de 333 mil óbitos contabilizados.


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