Economia

UGT prevê subida dos números do desemprego

UGT prevê subida dos números do desemprego

 

Lusa/AO online   Nacional   18 de Set de 2010, 21:35

A UGT previu hoje que o desemprego em 2010 será “muito superior” em comparação com 2009 e será maior em 2011 do que este ano, segundo o secretário geral da união de sindicatos, João Proença.

No final do congresso fundador da UGT-Lisboa, o dirigente sindicalista acrescentou a necessidade de “tudo fazer” para que o ritmo de desemprego diminua, haja maior crescimento económico, mais competitividade das empresas, mas “também mais e melhor emprego”. João Proença notou que o número de inscritos nos centros de emprego diminuiu “alguma coisa e dá um sinal de estabilização e até de aumento”, mas lembrou viver-se o período de final de verão quando muitos jovens entram no mercado de trabalho provenientes das escolas. O dirigente defendeu ainda que o desemprego continua a aumentar porque as pessoas permanecem muito mais nessa situação pelas maiores dificuldades em encontrar um posto de trabalho. João Proença citou ainda que mais de 50 por cento das pessoas estão há mais de um ano no desemprego e os desempregados de longa duração também “continuam a aumentar”, existindo muitos “desempregados sem hoje não têm proteção”. Face a este cenário defendeu o espírito de compromisso e coresponsabilização também na “área de celebração do acordo tripartido para o emprego, crescimento, competitividade e emprego”. O aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego abrandou em agosto com um crescimento de 0,3 por cento face ao mês anterior, que representa uma subida de 9,6 por cento em variação homóloga. De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no fim de agosto, estavam inscritos na categoria de desempregados, nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 549.654 indivíduos, o que corresponde a 86,5 por cento de um total de 635.618 pedidos de emprego. O relatório informa que, "apesar desta evolução anual crescente, continua a assistir-se à tendência da sua desaceleração”, realçando que se verificou em agosto “um crescimento muito ligeiro que não ultrapassou os 0,3 por cento”. Em relação ao mês homólogo do ano passado, em agosto, registou-se um aumento de 9,6 por cento no número de desempregados, com mais 9,8 por cento nos homens e 9,4 por cento nas mulheres. Segundo o IEFP, "o fim de trabalho não permanente” mantém-se como principal motivo de inscrição dos desempregados, representando 38,7 por cento das inscrições efetuadas durante o mês de agosto, nos Centros de Emprego do Continente".


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