Terrorista já identificado era filho de uma portuguesa

O único dos autores dos ataques de Paris identificado pela polícia até ao momento, Ismael Omar Mostefai, era filho de uma portuguesa e de um argelino, noticiou hoje o New York Times citando o presidente da câmara de Chartres.


Mostefai, 29 anos, identificado pela polícia a partir das impressões digitais, foi um dos três atacantes que se fizeram explodir na sala de concertos Bataclan, onde morreram 89 pessoas.

Segundo o jornal norte-americano, Mostefai viveu com os pais perto de Chartres e o presidente da câmara local, Jean-Pierre Gorges, identificou-o depois de a polícia divulgar o nome.

Segundo um vizinho, citado pelo jornal, Mostefai era um dos cinco filhos de uma portuguesa e um argelino, “uma família normal, como todas as outras”.

“Ele brincava com os meus filhos. Nunca falava de religião, era normal. Tinha alegria de viver, ria-se muito”, disse o vizinho.

Segundo o New York Times, Mostefai nasceu na cidade de Courcouronnes, nos arredores de Paris, e cresceu nos arredores de Chartres, onde viveu até 2012.

No sábado, o procurador de Paris, François Molins, disse que Mostefai era conhecido das autoridades por pequenos delitos cometidos entre 2004 e 2010 e era vigiado desde então por constar de uma base de dados dos serviços de informações com nomes de pessoas de ideologia islâmica radical.

Seis pessoas próximas de Mostefai, incluindo o pai, um irmão e uma cunhada, foram detidas para serem interrogadas.

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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)