Energia

Sócrates lança plataforma tecnológica associada ao hidrogénio

Sócrates lança plataforma tecnológica associada ao hidrogénio

 

Lusa/AO online   Economia   7 de Out de 2007, 12:59

O primeiro-ministro lança hoje, em Montemor-o-Velho uma plataforma tecnológica na área das energias associadas ao hidrogénio, investimento na ordem dos 69 milhões de euros, que inclui a construção de uma fábrica e de um centro de investigação.
Na cerimónia de lançamento deste investimento, que envolverá a criação de 225 postos de trabalho, além de José Sócrates, estará também presente o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.
Aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 29 de Setembro, o investimento envolve o Estado Português e a AGNI - empresa considerada líder no desenvolvimento e no fabrico de células de combustível e de outros processos de alta tecnologia que permitem recorrer ao hidrogénio enquanto vector energético para a promoção de sistemas energéticos sustentáveis.
No final desse Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, salientou que a futura plataforma tecnológica "será altamente automatizada e flexível", destinando-se, entre outras funções, "à produção de pilhas de combustível, sistemas de processamento de hidrocarbonetos e produção de energia".
De acordo com as estimativas do Governo, em 2016 (ano do termos do contrato com o Estado), o investimento deverá permitir um volume de vendas de 576,8 milhões de euros e um valor acrescentado de cerca de 163,6 milhões de euros em montantes acumulados desde 2009.
Ainda segundo dados do Governo, cerca de 80 por cento da produção da nova plataforma tecnológica destinar-se-á à exportação.
"Espera-se que o investimento apresente importantes efeitos de arrastamento [em relação a outras empresas do ramo energético] em actividades a montante e a jusante, bem como possibilite a interacção e cooperação com entidades do sistema científico e tecnológico no desenvolvimento de produtos de carácter tecnológico", refere o comunicado do Conselho de Ministros de 29 de Setembro.
Segundo dados fornecidos pela empresa, o projecto prevê a construção de uma plataforma tecnológica com cerca de 16 mil metros quadrados de área: a fábrica com 8800 metros quadrados; o centro de investigação e desenvolvimento com 7200 metros quadrados.
 Em relação às diferentes componentes do investimento de 69 milhões de euros, 44 milhões destinam-se à nova fábrica e 25 milhões ao centro de investigação e desenvolvimento.
Entre os 225 postos de trabalho que serão criados com a construção e funcionamento da plataforma tecnológica, 41 serão ocupados por indivíduos doutorados, 36 com mestrado e 45 com licenciatura.
Com este investimento, a AGNI diz pretender contribuir para a "consolidação e internacionalização de um cluster energético de alta tecnologia em Portugal".
A AGNI afirma ainda querer "apostar no desenvolvimento de uma alta tecnologia que permita mudar o actual paradigma energético para um sistema energético sustentável baseado na utilização de energias renováveis e sistemas de produção descentralizados, baseados em redes energéticas inteligentes que aproximem a conversão de energia do utilizador final".
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