Seis anos de prisão para violador de turista inglesa


 

Lusa / AO online   Regional   23 de Nov de 2007, 16:04

O Tribunal de Ponta Delgada condenou a seis anos de prisão um homem acusado de ter violado em Maio deste ano uma turista inglesa na zona das Sete Cidades, ilha de São Miguel, Açores.
O caso remonta a 5 de Maio, quando a turista inglesa, de 37 anos, fazia uma caminhada sozinha num dos trilhos das Sete Cidades, um dos principais pontos turísticos de São Miguel.

Segundo a acusação, durante a sua caminhada, a vítima parou junto de um miradouro para descansar e, ao ver o homem, de 45 anos, dirigir-se na sua direcção, e receando pela sua integridade física, abriu um canivete que levava consigo

A acusação refere que a mulher, totalmente indefesa, não conseguiu oferecer resistência durante muito tempo, tendo sido violada.

Na altura, a turista inglesa foi assistida no hospital de Ponta Delgada e, depois de ter prestado esclarecimentos às autoridades, regressou ao seu país.

Na leitura da sentença, o juiz Moreira das Neves referiu ter ficado provado que "com a sua actuação o arguido pretendeu ter relações sexuais, o que conseguiu, contra a vontade da vítima, e sabendo ser esta uma conduta proibida".

O juiz, que sublinhou ter sido "muito grave o que o arguido fez", disse ainda que iria remeter uma cópia do acórdão para a PSP, alegando que deve ser averiguado o que se passou na altura em que a turista ligou para o 112 a pedir ajuda.

De acordo com o juiz, a turista procurou ajuda através do seu telemóvel, ligando por seis vezes para o 112, que desligava depois de a mulher dizer "hello".

"Ligou então para o marido, que estava na Austrália, que lhe carregou o telemóvel, vindo depois a ligar para o hotel, e só com a intervenção dos bombeiros é que foi possível localizá-la", referiu o juiz Moreira das Neves, para quem é necessário "alterar procedimentos", tendo em conta a segurança das pessoas.

O advogado de defesa do violador considerou que a pena aplicada "foi um pouco elevada”, tendo em conta "determinadas circunstâncias que levaram o arguido a praticar os factos".

"Por outro lado, existem duas versões, quer da vítima, como do arguido", referiu aos jornalistas o advogado Artur Ponte, acrescentando que vai analisar de "uma forma mais ponderada os factos que o acórdão deu como provados", para eventualmente interpor recurso.

A turista não esteve presente durante o julgamento, que decorreu à porta fechada, uma vez que prestou declarações para memória futura.

Durante o julgamento, o arguido confessou parcialmente os factos de que foi acusado.

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