Literatura

Saramago termina "A Viagem do Elefante"

Saramago termina "A Viagem do Elefante"

 

Lusa/AO online   Cultura e Social   19 de Ago de 2008, 12:56

O escritor José Saramago terminou o seu novo livro, "A Viagem do Elefante", que conta a história de um elefante asiático chamado Salomão que, no século XVI, teve de percorrer mais de metade da Europa, anunciou a Fundação Saramago.
"Escrevê-lo não foi um passeio ao campo: Saramago lançou-se a esta tarefa quando estava incubando uma doença que tardou meses a deixar-se identificar e que acabou por manifestar-se com uma virulência tal que nos fez temer pela sua vida. Ele próprio, no hospital, chegou a duvidar que pudesse terminar o livro", escreve no blog da fundação a mulher do escritor, Pilar del Rio.

    "Não obstante, sete meses depois, Saramago restabelecido e com novas energias pôs o ponto final numa narração que a ele não lhe parece romance, mas conto, o qual descreve a viagem ao mesmo tempo épica, prosaica e jovial, de um elefante asiático chamado Salomão, que, no século XVI, por alguns caprichos reais e absurdos desígnios teve de percorrer mais de metade da Europa", continua a presidente da Fundação Saramago.

    O livro tem cerca de 240 páginas e deverá ser lançado no Outono.

    A ideia de escrever este livro tem mais de 10 anos e surgiu quando Saramago visitou a Áustria e entrou, em Salzburgo, num restaurante chamado "O Elefante", segundo a Efe, que falou com o escritor através de correio electrónico.

    "Escrevi os últimos três livros na mais deplorável situação de saúde, nada propícia a sentimentos de alegria. Prefiro dizer: se tens que escrever, escreverás", disse Saramago, distinguido com o Nobel da Literatura em 1998.

    "Não é um livro mais, é o livro que estávamos esperando e que chegou a bom porto, o leitor. Salomão, o elefante, não teve tanta sorte, mas disso não falarei, aguardemos o Outono, e então sim: aí, em vários idiomas simultaneamente, poderemos comentar páginas, aventuras, desenlaces. Os materiais da ficção, que são também os da vida", acrescenta Pilar del Rio sobre a obra.

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