Santander lança bolsas para alojamento universitário

Santander lança bolsas para alojamento universitário

 

Susete Rodrigues/AO Online   Economia   6 de Set de 2019, 10:49

O Santander criou um programa de bolsas para facilitar o acesso dos estudantes do Ensino Superior a residências universitárias.

O projeto-piloto, que arranca já este ano letivo na cidade do Porto, pode vir a ser alargado a outras cidades após avaliação e cumprimento dos objetivos definidos.


De acordo com comunicado, o lançamento destas bolsas 'Bolsas Santander +Perto' pretende colmatar a falta de alojamentos disponíveis e a preços acessíveis para quem estuda nas Universidades e Politécnicos portugueses, sobretudo nos grandes centros urbanos. Para a atribuição das bolsas, é dada maior preponderância aos estudantes em condições socioeconómicas mais desfavorecidas, valorizando ainda os critérios de meritocracia e distância geográfica.


No Porto, o Santander celebrou uma parceria com a Residência Livensa Living Porto Campus, para a atribuição de 40 bolsas, correspondentes a 40 camas em quarto duplo, e que serão comparticipadas por cada aluno por 100 euros por mês.


As candidaturas decorrem até 16 de setembro em https://www.bolsas-santander.com/es/program/santander-maisperto e dirigem-se a todos os estudantes com nacionalidade portuguesa, entre os 17 e os 23 anos, inscritos numa licenciatura ou mestrado integrado de qualquer área de estudo numa instituição de Ensino Superior do distrito do Porto.


Segundo dados de 2018 do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, 42% dos estudantes do ensino superior público estão deslocados da sua residência e, destes, apenas 13% tem lugar nas residências de estudantes. Os restantes, ou sujeitam-se aos elevados preços de habitação, ou acabam por desistir ou suspender a sua matrícula.


O problema é maior nas grandes cidades, onde o crescimento do mercado turístico fez escalar os preços de arredamento. Na cidade do Porto, em concreto, a subida de preço nas rendas pode levar os alunos a pagar 450 euros por mês, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, existindo apenas vaga nas residências de estudantes para 9,7% dos universitários que são de fora da cidade.


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