Rejeição da reforma do sistema de saúde pode devastar economia dos EUA


 

Lusa / AO online   Internacional   17 de Out de 2009, 19:22

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou hoje as críticas ao projecto de um sistema de saúde norte-americano e alertou que a rejeição deste plano de reforma poderá devastar a economia do país.

Na declaração semanal na rádio norte-americana, Barack Obama tentou tirar partido da ligeira vantagem que o plano de reforma, depois de uma importante votação favorável esta semana na Comissão de Finanças do Senado.

Ao contrário dos outros países desenvolvidos, os Estados Unidos não têm um sistema de saúde universal, uma vez que a assistência médica é garantida, na maioria dos casos, através de seguros das entidades empregadoras.

Por dificuldades enconómicas quase 50 milhões norte-americanos não têm acesso à saúde e é essa situação que Barack Obama quer inverter, naquela que é considerada uma das prioridades da sua administração.

"Durante décadas, os elevados custos com os cuidados de saúde só causaram prejuízos junto das famílias, do comércio e da economia e durante décadas, sempre que se tentou fazer uma reforma do sistema, as companhias de seguro tudo fizeram para nos impedir de avançar", afirmou Barack Obama.

Esta semana, a indústria das seguradoras de saúde divulgou um estudo que conclui que, se esta reforma for avante, os prémios dos seguros vão aumentar consideravelmente para quem já tem cobertura médica.

Obama joga grande parte do seu capital político na aprovação deste projecto de reforma, já que uma rejeição compromete fortemente as suas possibilidades de chegar ao fim antes de 2010, ano de eleições a meio de mandato.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.