Recuperação do emprego deverá suceder à recuperação da economia

Recuperação do emprego deverá suceder à recuperação da economia

 

Lusa/AO Online   Economia   28 de Out de 2013, 11:27

A ministra de Estado e das Finanças defendeu esta segunda-feira que a estratégia do Governo está a dar resultados, apontando sinais "encorajadores" de recuperação da atividade económica e afirmando que a isso deverá seguir-se a recuperação do emprego.

 

Num discurso feito nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República, Maria Luís Albuquerque criticou a anterior governação do PS e reclamou que o executivo PSD/CDS-PP tem governado com equidade e tem obtido resultados.

Segundo a ministra de Estado e das Finanças, o Governo conseguiu progressos na consolidação orçamental, assegurou a capitalização do sistema financeiro, lançou as bases para uma economia mais aberta e competitiva, tem cumprido os objetivos do programa de resgate e ganhou credibilidade para Portugal.

A seguir a este balanço, a ministra declarou: "Em 2013, os resultados de todo este esforço começam a manifestar-se de forma visível na economia. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu e a procura interna registou uma ligeira recuperação. E temos indícios de que estes resultados se tenham repetido no terceiro trimestre. De facto, são múltiplos os sinais que sugerem a recuperação da atividade económica, sinais que devemos encarar com prudência, mas cuja consistência também não podemos ignorar".

"Ao longo do último ano temos assistido à melhoria persistente dos indicadores da atividade económica e dos indicadores de confiança nos vários setores", prosseguiu Maria Luís Albuquerque, apontando também "o crescimento do comércio a retalho em agosto ou o crescimento da receita fiscal em setembro".

Segundo a ministra de Estado e das Finanças, "a taxa de desemprego, porém, permanece em níveis muito elevados", embora com "uma tendência de estabilização", mas "a recuperação do emprego deverá suceder à recuperação da atividade económica, como sugere a melhoria das expectativas de emprego".

"Estes sinais são encorajadores, confirmam que a estratégia está a dar resultados, e afirmam que é importante persistir, para concluir o programa de ajustamento e para avançar no processo de transformação da economia. São estes objetivos que o Orçamento do Estado para 2014 tem de assegurar", concluiu.

Antes de terminar a sua intervenção, Maria Luís Albuquerque voltou a criticar o anterior executivo do PS chefiado por José Sócrates, sustentando que "a crise que eclodiu em 2011 ditou a urgência do ajustamento" e que "a gravidade da situação económica, com uma rutura de pagamentos iminente, pôs em causa as próprias bases da justiça social".

"Desde então, trabalhámos para corrigir os desequilíbrios criados e para criar as condições para a recuperação da atividade económico, trabalhámos para construir as bases de um crescimento verdadeiramente sustentado e criador de emprego para que uma crise destas proporções nunca mais seja repetida", acrescentou, recebendo palmas.

De acordo com a ministra, o atual Governo está a trabalhar para "um futuro mais justo, mais estável e mais próspero" e lançou "um processo decisivo de transformação da economia e das administrações públicas" que "demorará tempo a concluir, mas já produziu resultados".

Todos os ministros do Governo PSD/CDS-PP e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foram convidados a fazer discursos abertos à comunicação social nestas jornadas parlamentares, que se realizam entre hoje e terça-feira, tendo como temas "Economia e Justiça Social".

Pelo contrário, as intervenções e questões dos deputados da maioria - bem como as respostas dos membros do executivo - serão à porta fechada, com exceção dos discursos de abertura e de encerramento feitos pelos líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP.

 

 



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