Portas acusa PS de "desinformação pura" por confundir programa cautelar com segundo resgate


 

Lusa/AO Online   Economia   28 de Out de 2013, 11:41

O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, acusou esta segunda-feira o PS de querer deliberadamente "confundir as pessoas" ao equivaler um programa cautelar a um segundo resgate, considerando tratar-se de "desinformação pura".

 

"Impressiona-me que o maior partido da oposição queira confundir as pessoas em vez de argumentar a partir de uma base de esclarecimento e informação", declarou Paulo Portas.

"Impressiona-me que o maior partido da oposição queira confundir um eventual programa cautelar com um segundo resgate, é desinformação pura e dura. Programa cautelar é o que pode vir a ter a Irlanda, segundo resgate é o que teve a Grécia. Se António José Seguro não percebe a diferença, creio que a maioria esmagadora dos portugueses percebe", argumentou.

Na abertura das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP, no Parlamento, Portas frisou que "uma sucessão de empréstimos seria uma sucessão de dependências".

Numa intervenção em que se referiu por diversas vezes ao "centro político" e à importância de a maioria PSD/CDS-PP "não renunciar" a essa área política, Portas defendeu que a "maioria dos portugueses quer que Portugal seja bem-sucedido na superação desta dificuldade excecional, quer que os esforços valham a pena".

"Isto é compatível com o que o Presidente da República tem chamado a fadiga da austeridade, que é natural ao fim deste tempo, ou com o que o professor Adriano Moreira chamou de fadiga tributária, que também é normal nas circunstâncias que estamos a viver", afirmou.

O vice-primeiro-ministro referiu-se ao programa de perdão da dívida fiscal das empresas, argumentando que se destina "a dar uma oportunidade a empresas viáveis cuja viabilidade cria emprego em Portugal", permitindo o acesso a fundos europeus.

Na mesma linha referiu-se à reforma do IRC: "Dirão, porque é que começam pelo imposto das empresas? Porque é decisivo agora, não é depois, que as empresas mantenham emprego, que invistam".

"A reforma do IRC deve ser, quer do lado da maioria, quer do lado da oposição, colocada um pouco de fora dessa crispação política", reiterou Paulo Portas.

O vice-primeiro-ministro afirmou que "não é possível reduzir a taxa do IRC 10 pontos de um dia para o outro, nem seria compreendido pelos portugueses, mas é possível que nos próximos quatro/cinco anos, haja uma redução sincopada, regular, sucessiva, da taxa em valores razoáveis".

"Isso implica o compromisso dos partidos do arco. O Governo deve estar aberto a cedências e compromissos, tal como peço o mesmo espírito ao principal partido da oposição, em nome da captação de investimento, essencial para a criação de emprego", sustentou.



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