Patriarca de Lisboa pede paz global e a defesa da dignidade de todas as pessoas

O patriarca de Lisboa, Rui Valério, utilizou a mensagem de Natal para defender a dignidade das pessoas, imigrantes ou excluídos sociais, e a construção de uma paz global a partir de atos individuais



“Ninguém é um número, um produto ou um recurso descartável” e “cada pessoa é única, portadora de uma dignidade que nenhuma circunstância pode apagar”, disse Rui Valério, na mensagem de Natal do Patriarcado.

E por isso, “independentemente da língua que fale, da terra de onde venha ou da história que traga consigo, cada rosto merece respeito, reconhecimento e a possibilidade de construir uma vida digna para si e para a sua família”, considerou o patriarca de Lisboa, que tem sido muito vocal na defesa dos imigrantes e dos excluídos sociais, perante os abusos, na linha do Papa Leão XIV.

No discurso, Rui Valério defendeu a construção de uma “paz que não nasce da força, mas da transformação dos corações”, dirigindo o seu pensamento “a todos os lugares marcados pela guerra, pela violência e pelo medo”.

“A esses povos, a todas das famílias, queremos dizer, com simplicidade e verdade: não estão sozinhos”, disse o prelado português.

Na noite mais celebrada pelos católicos, o patriarca não quer “falar de esperança e de paz como ideias distantes”, mas “abrir, no concreto da nossa vida quotidiana, caminhos de proximidade, de união e de concórdia”.

O “coração humano, tantas vezes ferido e cansado, é chamado nesta noite a dilatar-se” e a “deixar que seja a compreensão, e não o calculismo, a orientar as relações entre as pessoas”, porque “o cuidado, a compaixão e a responsabilidade partilhada não podem ser substituídos por uma lógica fria que exclui, descarta e fragmenta”.

Na mensagem, o responsável pela diocese de Lisboa saudou todas as organizações e pessoas, com “mãos estendidas para cuidar”, recordando a grande quantidade de “vidas frágeis” que “continuam hoje a ser sustentadas por gestos silenciosos de quem serve, partilha e acompanha, longe dos holofotes, com fidelidade e ternura”.


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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional