Política

PS da ilha Terceira recusa que obras na via-rápida sejam megalómanas


 

Lusa/AO online   Regional   26 de Ago de 2008, 15:49

O dirigente do Secretariado da Ilha Terceira do PS/Açores, Álamo Meneses, recusou que a requalificação da via rápida que liga as cidades de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória seja “uma obra megalómana”.
    “Os que criticam esta obra, se calhar, são terceirenses que acreditam menos na sua ilha do que em outras do arquipélago, nomeadamente, numa delas onde está a ser construída uma ligação entre duas cidades, a qual nunca os ouvi criticarem”, disse.

    Os deputados do PSD da ilha Terceira entregaram, na última semana, um requerimento no Parlamento açoriano a solicitar ao Governo Regional informações sobre as obras na via rápida Angra/Praia, que consideram ter uma dimensão "megalómana e duvidosa".

    "Um novo pavimento, melhor saneamento e iluminação e melhores condições de segurança são essenciais”, reconheceu o presidente dos sociais-democratas locais, que criticou, porém, a dimensão "megalómana da intervenção em curso, que é desnecessária e infundada”.

    Hoje, em conferência de imprensa junto às obras daquela via de circulação, Álamo Meneses sublinhou que as passagens aéreas previstas se destinam à “separação do tráfego local do tráfego entre cidades”.

    “Os habitantes locais e os turistas têm, assim, uma alternativa que lhes permite aceder, em condições de qualidade e segurança, aos diferentes espaços do interior da ilha sem dificultar a fluidez do trânsito entre as duas principais urbes da ilha”, frisou Álamo Meneses.

    Para os socialistas da ilha Terceira, a obra, orçada em cerca de 25 milhões de euros, dos quais cinco milhões se destinaram a expropriações, “é essencial para o desenvolvimento local”.

    Álamo Meneses garantiu que, quanto ao impacto ambiental que a obra possa ter provocado, “ele será corrigido após a sua conclusão, com a replantação das espécies arbóreas que marcavam positivamente a paisagem daquela via”.

    “Tal como serão recuperadas as zonas em que foi preciso deitar árvores abaixo, também as zonas de onde foram retirados inertes serão repostas, sendo portanto uma questão de dar tempo ao tempo”, disse.

    Álamo Meneses recordou que a ilha Terceira tem 232 quilómetros de estradas sob a tutela do executivo açoriano, das quais, nos últimos quatro anos, foram algumas intervencionadas numa extensão de 105 quilómetros, com um investimento de 35 milhões de euros.


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