Lula da Silva anuncia apoio à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, anunciou o apoio à candidatura da chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas, frisando ser “hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”



“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo”, sublinhou nas redes sociais o chefe de Estado brasileiro, recordando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.

“Como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, justificou, acrescentando que a sua experiência “com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, num contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.

Mais cedo, numa nota conjunta, os governos do Chile, do Brasil e do México apresentaram formal­mente às Nações Unidas a candidatura de Michelle Bachelet Jeria ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas.

“Essa candidatura reflete a vontade compartilhada dos nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais”, lê-se no comunicado conjunto dos três países latino-americanos.

“Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que a sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”, frisaram os três países.

Embora não exista nada formalmente estabelecido, a seleção costuma respeitar um princípio de rotação entre regiões, sendo a América Latina uma das que partem com vantagem.

O último secretário-geral latino-americano foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que ocupou o cargo entre 1982 e 1991, tendo-lhe sucedido dois africanos, um asiático e um europeu.

O atual líder da ONU, António Guterres, deve deixar o cargo a 31 de dezembro de 2026.

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