Proteção Civil dos Açores pretende integrar mecanismo europeu

Proteção Civil dos Açores pretende integrar mecanismo europeu

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Jun de 2019, 16:27

A Proteção Civil dos Açores e a autoridade nacional estão a estudar a possibilidade de integração de meios açorianos no Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o que é visto como uma oportunidade de aumentar formação e conhecimento.

“A verdade é que o serviço regional já mostrou interesse junto da autoridade nacional para que possam iniciar a primeira fase com a formação a nível técnico e operacional no âmbito do mecanismo europeu. Estamos também a analisar junto da autoridade nacional as nossas capacidades operacionais para uma futura integração nesse mecanismo”, avançou o vice-presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Osório Silva.

O responsável falava esta sexta-feira, em declarações aos jornalistas, à margem do I Congresso Internacional de Proteção Civil dos Açores, que decorreu em Angra do Heroísmo.

Segundo Osório Silva, a intervenção dos agentes de proteção civil açorianos em cenários de catástrofe noutros países europeus passará sempre pelo “voluntariado” e exige uma análise ponderada, mas, caso existam condições, será uma oportunidade de aquisição de competências.

“Os Açores estão despertos para esta temática, temos vindo a estudá-la de uma forma responsável, dado que a sua integração exige de facto, para além dos meios operacionais, também meios de projetar esses meios no continente e a nível europeu”, frisou, defendendo que a região tem de acompanhar a evolução desta área.

Osório Silva lembrou que a região criou recentemente uma valência dedicada à busca e salvamento em estruturas colapsadas, utilizada sobretudo em situações de sismo, a que o arquipélago está sujeito, acrescentando que os bombeiros formados nessa área participaram recentemente no exercício europeu Cascade 2019, em Portugal, com um bom desempenho.

“Ficou demonstrado que de facto possuímos valências que podem ajudar a autoridade nacional a disponibilizar mais meios a nível europeu”, avançou.

A 2.ª comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Patrícia Gaspar, que também participou no congresso, confirmou que está “em cima da mesa” a possibilidade de serem garantidas vagas na formação do mecanismo europeu para elementos dos Açores.

Patrícia Gaspar defendeu que esta participação pode ser “importante” para a região, não só para poderem ajudar outros países, mas para poderem estar preparados para acolherem assistência internacional em caso de necessidade.

“Ter aqui nos Açores pessoas que percebam destes desafios e que possam antecipar estas questões é absolutamente fundamental para o dia em que possa vir a ser necessário os Açores receberem aqui alguma equipa na ajuda a uma situação que possa vir a acontecer, esperemos que nunca aconteça”, afirmou.



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