Câmara da Horta aposta na habitação, rede viária e nos apoios sociais em 2026

A Câmara Municipal da Horta (CMH), nos Açores, vai investir no setor da habitação, na recuperação da rede viária e no reforço dos apoios sociais em 2026, de acordo com o orçamento da autarquia, já aprovado em reunião da Assembleia Municipal.



“A habitação, a rede viária municipal e as medidas de apoio às famílias e às instituições, são as nossas principais prioridades em 2026”, destacou hoje o social-democrata Carlos Ferreira, presidente do município faialense, em declarações à Lusa, à margem da reunião da Assembleia Municipal, esta terça-feira, onde o orçamento foi aprovado por larga maioria.

O orçamento da Câmara da Horta ronda os 30 milhões de euros, metade dos quais se destinam a investimentos, sobretudo no setor da habitação, não apenas a pensar nas famílias mais carenciadas, mas também na classe média, com a construção de soluções habitacionais destinadas à fixação e atração de população na ilha do Faial.

“Estamos a falar de um processo de financiamento, com o IHRU, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, na ordem dos 3,5 milhões de euros, com condições vantajosas e diferentes daquilo que é um normal crédito bancário, que é aquele que permite garantir soluções habitacionais para a população em geral”, destacou o autarca, eleito pela coligação PSD, CDS-PP e PPM.

Além dos investimentos na construção e reabilitação de moradias, Carlos Ferreira destacou também as obras (algumas dos quais já se iniciaram este ano), de reabilitação das estradas municipais, com intervenções em três estradas (Eixo Algar - Courelas, Rua da Vista Alegre e Caminho Fundo), que juntas somam mais de 5 milhões de euros.

A expansão do parque empresarial, a beneficiação da rede de abastecimento de água, a requalificação do parque escolar e os apoios nas áreas da ação social e da educação, são outros investimentos previstos pelo único município da ilha do Faial, onde residem, segundo os Censos de 2021, 14.356 habitantes.

O presidente do município, que está no início do seu segundo mandato, disse que gostava de apresentar mais trabalho, mas explicou que o elevado número de obras que estão a decorrer na ilha, em simultâneo, e a escassez de mão de obra, não permitam fazer mais.

“Fruto de um elevado número de obras que estão a ser desenvolvidas na ilha do Faial, em simultâneo, quer da responsabilidade do município, quer do Governo Regional, o setor da construção civil não tem mão de obra disponível, e quando apresenta propostas para corresponder aos concursos públicos que são lançados, os valores são extremamente elevados”, lamentou Carlos Ferreira.

O PS, que é oposição na Câmara da Horta e na Assembleia Municipal, absteve-se na votação do orçamento para 2026, naqueles dois órgãos, embora Inês Sá, vereadora socialista, entenda que o seu partido até teria razões para votar contra, adiantando que só não o faz, porque se trata do primeiro orçamento desta legislatura.

“As nossas reservas prendem-se, essencialmente, com a baixa taxa de execução dos anos anteriores. Entendemos que estes valores continuam a estar muito inflacionados, e não correspondem, de todo, à capacidade que o município tem demonstrado em executar o orçamento a que se propõe”, referiu a vereadora do PS, lamentando também que a maioria de direita que está no executivo, não tenha conseguido cumprir também “muitas das suas promessas”.

O orçamento da autarquia faialense foi aprovado em reunião da Assembleia Municipal da Horta com os votos a favor do PSD, do CDS e do PPM, e com a abstenção do PS, da CDU e do BE.

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