Processo só será revertido com pressão sobre o Senado


 

Lusa/AO Online   Economia   30 de Out de 2013, 10:30

O líder do PSD nos Açores considerou que a redução da presença militar norte-americana na Base das Lajes só será revertida com pressão junto do Senado dos Estados Unidos, sobretudo por parte das comunidades de emigrantes açorianos.

 

"É uma situação muito delicada que ultrapassa claramente os governos, que parte daquilo que é uma decisão unilateral dos Estados Unidos da América e nós temos uma última oportunidade para tentar de alguma forma fazer reverter esta situação", salientou Duarte Freitas, em declarações aos jornalistas, à margem de uma sessão de esclarecimento na freguesia das Lajes, na ilha Terceira, na sequência de uma visita aos Estados Unidos.

Segundo o líder regional social-democrata, o retrocesso da decisão da administração norte-americana de reduzir ao mínimo a presença militar na Base das Lajes está dependente da pressão que as comunidades emigrantes conseguirem fazer junto do Senado, com especial destaque para os senadores de Rhode Island, Massachusetts e Califórnia, onde a comunidade açoriana é mais expressiva.

"Há um senador que poderá vir a ser a chave deste processo, o senador Jack Reed, de Rhode Island, possivelmente o próximo presidente da comissão de Defesa do Senado", frisou.

Duarte Freitas salientou que a Câmara dos Representantes norte-americano já há "unanimidade" na intenção de travar o processo, até que seja feita uma avaliação das bases europeias, considerando que "é preciso que no Senado exista a mesma postura e que em vez de se defender uma decisão da administração americana, se possa defender os interesses de uma nação amiga".

"Nunca virámos as costas aos Estados Unidos e agora não compreendemos que os Estados Unidos possam manter forças noutros países e diminuir aqui nos Açores, onde existe um espaço geoestratégico de primordial importância e sem qualquer espaço repetido na Europa", sublinhou.

O líder regional social-democrata destacou a "unanimidade" que existe entre as forças políticas nos Açores sobre esta matéria, mas lembrou que a redução da presença militar norte-americana na Base das Lajes é "das situações mais delicadas", na região, nos próximos tempos.

"Em vez de andarmos a empurrar culpas de uns para os outros, temos de tentar No final do ano passado, a administração norte-americana anunciou a intenção de reduzir o efetivo norte-americano na Base das Lajes ao mínimo, prevendo manter apenas 160 militares, sem famílias, o que levaria ao despedimento de cerca de três centenas de trabalhadores portugueses, a partir de outubro de 2014.todos falar à mesma voz, Governo dos Açores, Governo da República e principais partidos", alertou, lembrando que a Força Aérea norte-americana encarou mal a pressão política, tendo já iniciado algumas diminuições "antes do que estava previsto".

 



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