Mau tempo

Governo espanhol avisa que ainda se seguem "dias complicados"

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, alertou que se avizinham ainda "dias complicados" por causa da chuva intensa que está a atingir a Península Ibérica



Também Juanma Moreno, presidente do governo da região de Espanha que está a ter mais problemas com a intempérie da última semana, a Andaluzia, no sul do país, avisou que o mau tempo, "lamentavelmente, não terminou e ainda se seguem episódios de chuvas, algumas intensas".

As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.

Sánchez sobrevoou hoje de helicóptero as zonas da Andaluzia mais afetadas pelas chuvas e inundações e disse no final que os próximos dias vão ser ainda difíceis, apelando à prudência, tranquilidade e paciência das populações e que sejam seguidas as recomendações e informações das autoridades.

"Vêm dias complicados porque vai entrar uma nova frente amanhã [sábado]. Estamos a sofrer uma meteorologia muito adversa, muito perigosa", afirmou, realçando que "o solo já não consegue absorver água e a expulsa".

Sánchez manifestou empatia e solidariedade com as populações que estão a ser afetadas por "chuvas que não acabam" e que estão a obrigar à retirada de casa de milhares de pessoas, assim como a cortar estradas e a suspender viagens de comboio.

Insistindo no apelo à "compreensão e paciência", o líder do Governo espanhol pediu "confiança nos peritos, naqueles que realmente sabem como gerir este tipo de emergência climática" e que tomam decisões para "fundamentalmente salvaguardar vidas", que "é o mais importante".

Sem adiantar dados concretos, o líder do Governo espanhol prometeu apoio às populações também para "a reconstrução e o renascimento das zonas afetadas" pelas chuvas.

O Governo espanhol já enviou para a Andaluzia, na última semana, mais de dez mil elementos das forças armadas, das forças de segurança nacionais e outras estruturas geridas pelo Estado central por causa do mau tempo.

Estes meios somam-se aos do governo autonómico da Andaluzia, que tem a tutela da proteção civil e dos serviços de emergência na região.

Também o presidente da Junta da Andaluzia (governo regional), que na quinta-feira admitiu que a situação provocada pelas chuvas é inédita, "nunca vista", na região, sublinhou hoje que o mau tempo vai continuar.

"Amanhã [sábado] há previsão de precipitações, em alguns pontos abundantes", e para segunda-feira está previsto novo temporal, a depressão Marta, com possibilidade de chuvas intensas na Andaluzia, disse Juanma Moreno.

Rios e barragens estão já cheios e novas chuvas "podem dificultar ainda mais a situação", com transbordos e necessidade de descargas que vão provocar "inundações e danos", acrescentou.

"Peço aos andaluzes, como sempre, muita prudência, porque isto, lamentavelmente, ainda não acabou e ainda se seguem episódios de chuva, algumas intensas, e podemos ter circunstâncias que são potencialmente perigosas", alertou Juanma Moreno, que admitiu a possibilidade de haver necessidade de retirar mais pessoas de casa, por precaução.

Uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.


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