Açoriano Oriental
Prémio Vida e Obra da SPA para Victorino D'Almeida e Mário Cruz distinguido na fotografia

O maestro e compositor António Victorino D'Almeida é o vencedor do Prémio Vida e Obra de Autor Nacional, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), anunciou este sábado esta cooperativa.


Autor: AO Online/ Lusa

Os Prémios Autores 2020 distinguiram igualmente o fotojornalista Mário Cruz, pelo projeto "Vivendo entre o que é deixado para trás", que publicou em livro e expôs no Palácio Anjos, em Algés, em abril do ano passado, conforme a lista publicada hoje pela SPA, no seu 'site'.

Mário Cruz, fotojornalista da agência Lusa, ficou em terceiro lugar na categoria Ambiente, no World Press Photo 2019, com a imagem de uma criança num colchão rodeado de lixo, que faz parte deste seu projeto pessoal de fotografia, realizado nas Filipinas, no rio Pasig, em Manila, declarado biologicamente morto na década de 1990.

Na lista da SPA, o Prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica foi este ano para o Município de Leiria.

A entrega dos Prémios Autores esteve para se realizar em março passado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, mas "as limitações impostas" pela resposta à pandemia impediram a sua realização, embora o júri tenha "feito o seu trabalho" e efetuado as escolhas hoje divulgadas, acrescentou a cooperativa.

Os prémios atravessam diferentes áreas artísticas, da produção televisiva e cinematográfica, à dança, à música e ao teatro.

Na literatura, foram distinguidos os escritores Alberto Pimenta e Cláudia Andrade com os prémios Autores de Poesia e Ficção Narrativa, respetivamente: Pimenta, pelo livro "Zombo", publicado pelas Edições do Saguão, e Cláudia Andrade, pelos contos de "Quartos de Final e Outras Histórias", editado pela Elsinore.

Os escritores, dramaturgos e encenadores Inês Barahona e Miguel Fragata, com a ilustradora Mariana Malhão, conquistaram o prémio de Melhor Livro Infanto-Juvenil, por “Ciclone — Diário de Uma Montanha Russa”, da editora Orfeu Negro.

Na televisão, "Armário", de Joana Barrios, Rita Rolex e Joana Cunha Ferreira, com realização de André Godinho e produção de Maria João Mayer, foi escolhido como Melhor Programa de Entretenimento.

A série “Sul”, de Ivo M. Ferreira, com Edgar Medina e Guilherme Mendonça, com produção da Arquipélago Filmes, foi eleito Melhor Programa de Ficção, e a reportagem da SIC "Plástico Nosso de Cada Dia", de Carla Castelo e João Venda, com Marco Carrasqueira (edição de imagem) e Tiago Gonçalves e Isabel Cruz (grafismo), Melhor Programa de Informação.

O Prémio de Melhor Programa de Rádio foi para "Uma Questão de ADN", de Teresa Dias Mendes, da TSF.

“Mistério da Cultura”, de David Marques, venceu o Prémio da Dança - Melhor Coreografia.

Nas Artes Visuais, além da distinção dada a Mário Cruz, foi escolhida, como Melhor Exposição, "The Architecture os Life", de Carlos Bunga, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa.

Ainda nas Artes Visuais, recebeu o prémio de Melhor Cenografia a conceção de José Manuel Castanheira para o espetáculo “Reinar Depois de Morrer”, de Luis Vélez de Guevara, uma coprodução da Companhia de Teatro de Almada com a Compañia Nacional de Teatro Clássico de Espanha.

O Melhor Espetáculo de Teatro, por seu lado, foi para "Tio Vânia", de Tchekhov, uma encenação de Bruno Bravo, para a Companhia Primeiros Sintomas, que também deu a Paulo Pinto o prémio de Melhor Ator.

Na área do Teatro, Bárbara Branco venceu a categoria de Melhor Atriz, pelo desempenho em "Lulu", de Frank Wedekind, sob a direção de Carlos Avilez, e a “Turma de 95”, que Raquel Castro pôs em cena no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa, e no Teatro Nacional São João, no Porto, recebeu o Prémio de Melhor Texto Português em palco.

No cinema, "Vitalina Varela" deu ao realizador Pedro Costa o prémio de Melhor Filme; "Variações" deu a João Maia o prémio de Melhor Argumento e, a Sérgio Praia, o de Melhor Ator, enquanto Margarida Vila-Nova foi distinguida como Melhor Atriz, por "Hotel Império".

O álbum "Respeitosa Mente", de Ricardo Ribeiro, foi eleito o Melhor Trabalho de Música Popular, enquanto "Guitarras", de Miramar, levou o prémio de Melhor Tema.

A Sonata para violino e piano, de Pedro Faria Gomes, foi distinguida como melhor obra, na Música Erudita.

A SPA promete para o outono de 2021 a realização da próxima gala dos Prémios Autores, "nas circunstâncias que a preservação da saúde pública vier a impor", .

Quanto ao anúncio dos vencedores dos prémios Pedro Osório, José da Ponte, Igrejas Caeiro e de Jornalismo Cultural fica prometido para o início do próximo ano, com a entrega de medalhas de honra marcada para 22 de maio, Dia do Autor Português.

As listas de vencedores e dos júris dos Prémios Autores 2020 estão disponíveis na página www.spautores.pt.


 
PUB
Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.