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PPM quer ouvir entidades açorianas sobre avião chinês que aterrou em Ponta Delgada

O PPM dos Açores quer ouvir em sede de comissão parlamentar diversas entidades da região a propósito de um avião privado chinês que aterrou em Ponta Delgada no sábado.


Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

O partido chamou ao parlamento dos Açores a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, a secretária regional da Saúde e o coordenador do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo açoriano.

"A audição de todos estes responsáveis tem como propósito o esclarecimento cabal referente à atuação das entidades regionais referenciadas no âmbito da falsificação de informação e possível favorecimento no caso do avião privado chinês que aterrou em Ponta Delgada, no dia 01 de fevereiro [sábado]", concretiza o PPM.

O gabinete de imprensa do Governo dos Açores sublinhou no domingo que a coordenadora regional de Saúde Pública, Ana Rita Eusébio, e o delegado de Saúde Pública de Ponta Delgada, Eduardo Cunha Vaz, confirmaram não existir qualquer "risco específico" para a saúde pública relacionado com o voo particular que aterrou sábado no Aeroporto de Ponta Delgada, proveniente do Haiti.

O referido voo "saiu de Hong Kong há mais de 15 dias, tendo passado por Japão, Islândia, França e Haiti", referiu o executivo.

"Nenhum dos 11 passageiros e três tripulantes provém de Wuhan, na China, nenhum teve qualquer contacto com pessoas suspeitas de infeção por coronavírus e nenhum apresenta qualquer sinal ou sintoma de doença", lia-se na nota.

Como tal, sublinhou o executivo açoriano, "não existem critérios clínicos e epidemiológicos para casos suspeitos".

A transportadora SATA enviou esta segunda-feira também uma nota à imprensa indicando que "nenhum passageiro proveniente do referido voo embarcou em voo da Azores Airlines com destino a Lisboa".

No domingo, e questionada sobre o avião com passageiros chineses que aterrou no sábado em Ponta Delgada, depois de lhe ter sido recusada a aterragem em outros países, a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, referiu que nenhum dos passageiros vinha de Wuhan.

A responsável indicou que foram as autoridades alfandegárias açorianas a contactar as autoridades de saúde, que fizeram um inquérito epidemiológico e recolheram a história clínica dos passageiros.

Alguns órgãos de comunicação social avançaram que os passageiros do avião em causa terão sido impedidos de desembarcar na Islândia e nas Bahamas, devido ao receio do coronavírus.

A China elevou hoje para 362 mortos e mais de 17 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

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