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Polícia de Teerão recebeu ordens de "contenção" face a manifestantes

O chefe da polícia de Teerão declarou ter recebido ordens de “contenção” face às manifestações contra as autoridades realizadas desde sábado à noite, depois do Irão reconhecer ter abatido por erro um avião civil ucraniano.

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Foto: EPA/MURTAJA LATEEF
Autor: Lusa/AO Online

“A polícia tratou as pessoas que se concentraram com paciência e tolerância. A polícia não disparou sobre as manifestações porque a contenção estava na agenda dos polícias da capital”, declarou o general Hossein Rahimi, segundo a televisão estatal.

As forças armadas iranianas reconheceram no sábado que o voo PS572 da Ukraine International Airlines que caiu a 8 de janeiro após ter descolado de Teerão tinha sido abatido por um míssil disparado “por erro”, numa altura em que a defesa do país estava em estado de alerta de nível “guerra” por se temer um ataque norte-americano.

No incidente morreram todas as 176 pessoas que seguiam a bordo. A maioria das vítimas tinha nacionalidade iraniana e canadiana, mas também estavam a bordo cidadãos da Ucrânia, Suécia, Afeganistão, Alemanha e do Reino Unido.

O anúncio da responsabilidade das forças armadas do Irão suscitou choque e uma vaga de indignação.

Logo no sábado à noite, uma cerimónia de homenagem às vítimas da universidade de Teerão transformou-se numa manifestação contra as autoridades, com gritos de “morte aos mentirosos”, antes de ser dispersa pela polícia.

No domingo à noite houve outras manifestações de raiva, de uma amplitude difícil de avaliar.

Segundo a agência Associated Press, a polícia e as forças de segurança iranianas dispararam balas reais e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes e organizações não-governamentais de defesa de direitos humanos já pediram ao Irão que permita que as pessoas protestem pacificamente, conforme prevê a Constituição.

Os Estados Unidos no domingo e a Alemanha hoje também pediram às autoridades da República Islâmica para não colocarem entraves às manifestações e deixarem os iranianos exprimirem a sua dor.


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