PCP propõe Salário Mínimo Nacional de 426 euros em 2008

O secretário-geral do PCP anunciou hoje a apresentação de um projecto para fixar o Salário Mínimo Nacional (SMN) em 426,5 euros e exigiu um aumento do investimento público no Orçamento do Estado para 2008.


    O projecto de resolução para o aumento do SMN em 2008 para os 426,5 euros, disse, visa "confrontar o Governo com o cumprimento dos acordos que estabeleceu e de que se quer descartar".

    No seu discurso de abertura das jornadas parlamentares do PCP, que decorrem em Évora, Jerónimo de Sousa argumentou que o Governo se comprometeu a aumentar o SMN para 450 euros em 2009 e 500 euros em 2011.

    O SMN fixado para 2007 é de 403 euros.

    "Isto quer dizer que em 2008 o seu valor deve ser pelo menos de 426,5 euros. Não é aceitável que o Governo queira fugir ao compromisso que assumiu e queira agora decidir em conformidade com os seus interesses eleitorais", acusou.

    Sobre o Orçamento de Estado para 2008, cuja proposta é entregue pelo Governo na próxima sexta-feira no Parlamento, Jerónimo de Sousa exigiu "aumentos muito sensíveis" no investimento público.

    "O PCP considera que só aumentos muito sensíveis no esforço do investimento do Estado poderão permitir dinamizar o crescimento do país, criar sinergias com o investimento privado e contribuir" para um crescimento da economia "capaz de colocar Portugal acima da média comunitária", afirmou.

    Jerónimo de Sousa sublinhou que "depois de mais um ano com investimento baixíssimo", não é aceitável que "o Governo venha anunciar acréscimos limitados, muito pouco significativos ou quase marginais".

    Sobre a proposta orçamental, o secretário-geral do PCP afirmou acreditar que "o governo vai embandeirar em arco com o cumprimento - ou até com a superação - do défice orçamental de 2007".

    "Para o Governo do PS será certamente fundamental anunciar as pazes orçamentais com Bruxelas", criticou, frisando que "o reverso da medalha" são o "fraco crescimento económico, a continuada divergência da média comunitária e o disparar do desemprego".

    Jerónimo de Sousa afirmou que os cortes globais "decididos pelo Governo são de tal monta que constitui uma forte possibilidade o peso do investimento público no PIB (Produto Interno Bruto) vir a atingir em 2008 o valor mais baixo dos últimos 30 anos".

    O líder comunista exigiu ainda a inscrição de dotações no PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) "que permitam a recuperação dos atrasos e impeçam eventuais perdas de fundos comunitários".
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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)