Parlamento recomenda ao Governo Regional que investigue achados arqueológicos


 

Lusa/AO online   Regional   18 de Out de 2013, 18:28

O Parlamento dos Açores aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, uma proposta do PPM que recomenda ao Governo Regional a elaboração de um estudo sobre os achados arqueológicos recentes no arquipélago.

Em causa estão achados de um grupo de arqueólogos na Grota do Medo, Monte Brasil, na ilha Terceira, e também na ilha do Corvo, que no entender do deputado monárquico, Paulo Estêvão, justificam uma investigação mais aprofundada.

"Foram avançadas interpretações para estes achados que, a confirmarem-se, significariam uma autêntica revolução no modo como até agora concebemos a história do Atlântico Norte", justificou.

No seu entender, é importante que o executivo dos Açores avance com um estudo, de natureza interdisciplinar, com recurso à recolha de material que permita estabelecer a datação destes achados arqueológicos.

Apesar de aprovada por unanimidade, esta recomendação suscitou um longo debate parlamentar entre os partidos que defendem uma investigação mais alargada sobre os achados e aqueles que se revelam mais céticos em relação às suas origens.

O secretário regional da Educação, Luís Fagundes Duarte, comprometeu-se a investigar os achados e "apurar a verdade" sobre as suas origens, adiantando que já foi criada uma comissão para analisar o caso.

"Se houver indícios científicos de que, de facto, vale a pena, que há ali matéria para trabalhar, o Governo assume o compromisso de, na medida das possibilidades, quer financeiras, quer técnicas, fazer tudo aquilo que for necessário para se apurar a verdade", garantiu.

Mas o deputado Luís Rendeiro, da bancada do PSD, entende que é preciso mais empenho do executivo em relação a esta matéria, lamentando que o Governo Regional revele algum ceticismo em relação às origens dos achados.

Paulo Estêvão, autor da proposta, considera mesmo que a Região tem de "repensar a sua política de investigação arqueológica", para que o trabalho não seja realizado de forma pontual, mas coordenada e pensada.

Já Artur Lima, do CDS, mostrou-se mais preocupado com a presença de algumas figuras, alegadamente convidadas pelo Governo dos Açores, para investigar os achados e que no seu entender, não há justificação "para lá estarem".


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