Parlamento lembra erupção do Vulcão dos Capelinhos

Parlamento lembra erupção do Vulcão dos Capelinhos

 

Lusa / AO online   Regional   27 de Set de 2007, 22:57

A Assembleia da República lembrou quinta-feira a erupção do Vulcão dos Capelinhos, que aconteceu há 50 anos, e aprovou um voto de solidariedade para com os esforços dos açorianos para ultrapassar as catástrofes naturais.
A erupção vulcânica de 1957 teve início no dia 27 de Setembro a um quilómetro da costa, junto à ponta dos Capelinhos, transformando-se mais tarde numa ilha de cinzas e lava que acabou por ficar ligada a terra.

"Com casas e campos literalmente esmagados por um manto de cinza de vários metros de espessura, para muitas famílias só ficou aberto o caminho da emigração, tendo sido generosamente acolhidas na América", refere o voto aprovado por unanimidade.

Antes, o deputado do PSD e ex-presidente do Governo Regional dos Açores Mota Amaral fez uma declaração política para "evocar a grande catástrofe", que disse estar hoje no pensamento de todos os açorianos, onde quer que estejam.

"As medidas concretas do Governo da época, tendo em vista a reconstrução dos estragos materiais, tardaram em chegar", afirmou Mota Amaral.

"Valeu-nos a solidariedade dos Estados Unidos da América", que abriu "uma quota especial de imigração para os sinistrados do Vulcão dos Capelinhos", acrescentou.

O ex-presidente da Assembleia da República sustentou que "a lentidão da resposta pública à reconstrução dos estragos repetiu-se na crise sísmica de 1963, que atingiu as ilhas de São Jorge e do Pico".

Mota Amaral alegou que a resposta das instituições autónomas democráticas foi diferente face ao terramoto de 1980 - altura em que presidia ao Governo Regional dos Açores -, "vindo a ser um caso de estudo de eficácia e de sucesso".

"Pela primeira vez na História, a uma grande catástrofe natural a resposta não foi a emigração, mas sim arregaçar as mangas, varrer as ruínas e começar tudo de novo", declarou, considerando que "o mesmo rumo foi seguido após o terramoto de 1998", já com os socialistas no poder.

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