Observatórios Vulcanológicos Europeus querem aprofundar colaboração


 

Lusa/AO online   Regional   17 de Out de 2013, 12:48

Especialistas de Itália, Islândia, Portugal, Espanha, Grécia e França, países europeus que têm vulcões ativos, concluíram pela necessidade da criação de um órgão que permita uma maior eficácia na colaboração entre os seus observatórios nesta área.

“Concluímos pela necessidade de aprofundar os laços de cooperação e avançar para a construção de uma cooperação mais forte e de forma mais institucional”, disse José Pacheco, investigador do Centro de Vulcanologia e do CIVISA da Universidade dos Açores (UAç).

Especialistas daqueles países estiveram reunidos nos últimos dias na ilha de São Miguel numa reunião dos observatórios europeus vulcanológicos – “European Volcano Observatory Workshop”, a primeira do género, por iniciativa do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), que terminou na quarta-feira.

José Pacheco disse que os observatórios "já funcionam entre si", mas estas estruturas "estão em condições de começarem a trabalhar para um relacionamento mais formal que vai facilitar a colaboração" e "melhorar a capacidade de resposta dos observatórios" face a uma crise.

“Embora os observatórios já trabalhassem todos entre si e as pessoas já se conhecessem, o facto é que a realidade de cada um é muito distinta”, disse, acrescentando que durante o encontro “foi possível fazer uma síntese desta diversidade de realidades para que com base nesta informação se possa construir "um edifício que possa formalizar as relações".

O investigador disse que ainda "estão a ser ponderados os vários tipos de formatos" sobre os quais se pode materializar esta cooperação, afirmando que "há várias soluções", como, por exemplo, "uma espécie de órgão supra observatório, um órgão europeu com capacidade autónoma para se deslocar e fazer face a uma intervenção de emergência em qualquer um dos territórios".

Outra hipótese seria "o estreitamento dos relacionamentos bilaterais entre os vários observatórios" ou então "o desenho de projetos de investigação dirigidos a temas que necessitam de ser melhorados", acrescentou, indicando que o formato ainda "há de ser definido em reuniões futuras".


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