Saúde

Mundo pouco preparado para ameaça de pandemia de gripe


 

Lusa / AO online   Internacional   29 de Nov de 2007, 21:56

O mundo continua insuficientemente preparado para enfrentar uma pandemia de gripe, apesar dos progressos registados no último ano na reacção aos casos de gripe das aves, afirma um relatório divulgado quinta-feira pela ONU e o Banco Mundial.
"Persiste o risco de uma mutação do vírus (H5N1 da gripe das aves) numa forma facilmente transmissível ao homem, o que teria o potencial de provocar uma pandemia de gripe" à escala mundial, indica o relatório anual.

"A ameaça pandémica levou a maior parte dos governos a melhorar as suas técnicas de detecção, controlo e reacção aos agentes patogénicos. No entanto, numerosos planos nacionais não são suficientemente operacionais e a coordenação destes planos entre os países exige maior atenção", adianta.

Segundo David Nabarro, coordenador da luta contra a gripe na ONU e co-autor do relatório, "os agentes patogénicos tornam-se mais móveis devido à maior mobilidade das pessoas e dos bens e às mudanças que acontecem nos eco-sistemas".

"A segurança a longo prazo da humanidade exige que todos os países se preparem em conjunto para enfrentar" tal situação, adiantou.

Estas questões serão discutidas numa conferência ministerial internacional a decorrer de 04 a 06 de Dezembro em Nova Deli.

"Em Nova Deli, devemos promover uma total solidariedade entre os países na sua acção", disse Nabarro à imprensa, apontando nomeadamente a necessidade de partilhar informações, amostras e técnicas.

Desde há três anos, o vírus H5N1 espalhou-se rapidamente na Ásia oriental, depois na África do Norte e do Oeste, na Europa central e mesmo no Reino Unido, lembra o relatório, baseado em dados fornecidos por 143 países.

Apenas durante o mês de Novembro, novos focos de gripe das aves foram detectados na Arábia Saudita, Birmânia, Reino Unido e Roménia.

Em 2005 o vírus foi detectado em 16 países, em 2006 o número de países subiu para 55 e este ano serão 60, de acordo com o relatório.

Embora numerosos Estados tenham desenvolvido técnicas de reacção rápida que lhes permitem conter e depois controlar os novos focos detectados, seis países constituem ainda casos preocupantes, por o vírus H5N1 ser neles considerado "enzoótico", ou seja, que continua a espalhar-se entre as aves domésticas e selvagens.

O caso mais grave é o da Indonésia, onde aquela situação prevalece em todo o país. Os outros cinco países, onde o vírus é "enzoótico" apenas em algumas regiões, são o Bangladesh, China, Egipto, Nigéria e Vietname.

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