Açoriano Oriental
PSD
Montenegro espera que anulação do sufrágio na Madeira não suscite dúvidas sobre resultados

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro afirmou este sábado estar "confiante" numa vitória na segunda volta das diretas do partido e espera que a anulação do sufrágio no PSD/Madeira não suscite "dúvidas" no "resultado final".

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: AO Online/ Lusa

“Estou confiante, mas tenho sempre de pôr dois cenários, nunca se sabe”, disse Rio aos jornalistas depois de votar na sede do PSD no Porto, acrescentando que “até poderia pôr três [cenários], mas um empate é estatisticamente difícil”.

A segunda volta das eleições diretas do PSD é disputada entre o atual líder do partido, Rui Rio, e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro, que foram os dois candidatos mais votados na primeira ronda, com 49,02% (15.546 votos) e 41,42% (13.137 votos), respetivamente.

Questionado sobre se o discurso de “vitória expressiva” que fez no final da primeira volta não lhe poderá agora ser prejudicial, desmobilizando alguns dos seus apoiantes por considerarem que o resultado está garantido, Rio afirmou que a vitória “foi expressiva, mas não foi definitiva”, salientando que “aqui o definitivo é o que é importante”.

“Acho que uns podem pensar que já está ganho, outros podem pensar que já está perdido, e uns desmobilizam por uma maneira, outros por outra, e outros não, outros mobilizam-se… não sei”, admitiu.

Sobre se receia uma maior taxa de abstenção nesta segunda volta - depois de na primeira ronda a taxa de participação de 79% ter sido a mais alta de sempre em percentagem em diretas – o ainda líder do PSD disse não ter informações a esse respeito, mas destacou que “esta eleição tem exatamente a mesma importância da semana passada”.

“Na semana passada, podia-se eleger o presidente do PSD logo à primeira. Era difícil, mas podia. Mas agora vai-se eleger mesmo, portanto, esta eleição é relevante. Espero que as pessoas venham”, sustentou.

Relativamente aos cerca de 20% de abstenção da primeira volta, considerou que foi “bom”, mas disse que “podia ser melhor”, e salientou que “não é comparável com aquilo que há a nível nacional”: “Exige-se mais, neste aspeto, dos militantes do partido, porque se são militantes têm um certo empenho e, portanto, a taxa [de participação] tende a ser melhor do que à escala nacional”, referiu.

Quanto à possibilidade de as acusações entre os candidatos de troca de apoios por promessa de lugares poderem levar a alguma desmobilização dos militantes nesta segunda volta, Rio respondeu apenas: “Não, não, não”.

“Estou tranquilo sempre, em todas as eleições que fiz na vida, e já fiz muitas. Esta situação que estou a viver já vivi muitas vezes, sempre tranquilo”, assegurou.

Garantindo ainda que não preparou, nem pretender preparar, um discurso escrito para o final da noite de hoje – “tomo uns tópicos e vou pensar um bocadinho nesses tópicos”, esclareceu – Rui Rio disse, já à saída da sala onde votou, que “se tivesse sido” útil um debate televisivo com Luís Montenegro o “tinha feito".

O presidente do PSD, Rui Rio, e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro voltam hoje a disputar eleições diretas, numa inédita segunda volta em que podem votar 40.604 militantes com as quotas em dia.

Na primeira volta, a participação rondou os 32 mil militantes - a menor em termos absolutos em eleições em que houve disputa -, mas a maior em percentagem: mais de 79% dos inscritos.


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