Ministro das Finanças continua preocupado com o desemprego


 

Lusa / AO online   Economia   4 de Dez de 2007, 10:30

O ministro das Finanças mostrou-se hoje, em Bruxelas, "preocupado" com o desemprego em Portugal apesar de o Eurostat ter corrigido segunda-feira a taxa para o país dos 8,5 por cento anunciados no início do dia para 8,2.

"O desemprego continua a ser a maior preocupação que devemos ter e que deve merecer a nossa mais cuidada atenção", disse Fernando Teixeira dos Santos à entrada para um reunião dos ministros das Finanças dos 27 que preside no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

    Por outro lado, o responsável governamental escusou-se a comentar a "correcção" efectuada segunda-feira pelo gabinete oficial de estatísticas da UE que anunciou no início do dia uma taxa de desemprego para Portugal de 8,5 por cento e no final da tarde assumiu que afinal a taxa era de 8,2.

"Não vou comentar. Acho que é um pormenor que não deve merecer qualquer comentário da minha parte", afirmou Teixeira dos Santos.

O ministro das Finanças acha que a situação do desemprego deve preocupar todos os responsáveis políticos, empresariais e também os trabalhadores.

"O desemprego deve ser um objectivo nacional", considerou, acrescentando ser imperativo "tentar minorá-la o mais depressa possível".

Fonte comunitária explicou segunda-feira à Lusa que o "desvio" de 0,3 pontos percentuais detectado pelo Eurostat se terá devido a erro humano, designadamente ao facto de não ter sido tomado em conta o inquérito sobre as forças de trabalho.

Deste modo, ao contrário do anunciado anteriormente, a taxa de desemprego não aumentou 0,2 pontos percentuais em Outubro face ao mês anterior, tendo, pelo contrário, descido ligeiramente (0,1 por cento).

Este erro, precisou a mesma fonte, não altera os valores globais para a Zona Euro, onde a taxa de desemprego, corrigida das variações sazonais, estabilizou nos 7,2 por cento em Outubro, face aos 7,3 por cento verificados em Setembro.

"O Governo regista com satisfação esta correcção que o Eurostat fez e, sobretudo, a confirmação de uma tendência mais favorável em relação à situação do desemprego em Portugal", disse segunda-feira à agência Lusa o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

Por seu lado, o maior partido da oposição, o PSD considerou que a taxa de desemprego em Portugal "continua elevadíssima", apesar da correcção feita pelo Eurostat aos números inicialmente divulgados.


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