Durante a cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos, que vão ser construídos nos estaleiros da ADA, na Turquia, Nuno Melo fez questão de assinalar que o esforço do Governo não se resume a estas duas embarcações.
“Nos próximos cinco anos, até ao final da década, em 2030, serão entregues à Marinha doze novos navios, não é coisa pouca”, sublinhou o governante.
Nuno Melo enumerou o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e será entregue em 2026, os Navios de Patrulha Oceânico (NPO’s), cuja primeira embarcação vai chegar em 2027, o primeiro reabastecedor logístico em 2028, a primeira de três fragatas de nova geração em 2029 e “as restantes” até ao final da década.
“Este é um ímpeto reformista que a Marinha vem imprimindo a si própria, que a tutela vem executando do lado da Marinha desde o primeiro dia”, sublinhou o ministro.
Nuno Melo fez questão de salientar que, “num momento em Portugal realiza o maior investimento em democracia no equipamento e modernização das Forças Armadas” – com verbas avultadas de diversas frentes, que incluem Lei de Programação Militar (5,5 mil milhões de euros até 2034), SAFE (empréstimos europeus de 5,8 mil milhões), além do Orçamento do Estado (3,7 mil milhões) – “é mesmo muito importante que os portugueses compreendam que este esforço é estratégico e é de interesse nacional”.
O Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Nobre de Sousa, afirmou que, apesar de Portugal estar a adquirir dois navios reabastecedores logísiticos, pretende continuar com o projeto de construção do navio polivalente logístico, que se mantém no sistema de forças, por se tratarem de “capacidades diferentes”.
Ainda não há prazos previstos para este projeto, que deverá ser revisitado no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar (LPM).
Sobre a LPM, Nuno Melo adiantou que o Governo pretende criar um grupo de trabalho “transversal”, com representantes dos ramos das Forças Armadas, da Secretaria Geral de Defesa e Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, à semelhança do que foi feito para a escolha dos investimentos do SAFE, empréstimos europeus.
Marinha vai receber 12 novos navios nos próximos cinco anos num esforço de modernização
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, destacou que a Marinha vai receber, até 2030, doze novos navios, entre reabastecedores, porta-drones e fragatas, num esforço que pretende construir o ramo “dos próximos trinta anos”
Autor: Ana Raquel Lopes /Lusa/AO
