Alemanha

Maquinistas ameaçam com greve ilimitada em luta por contrato colectivo

Maquinistas ameaçam com greve ilimitada em luta por contrato colectivo

 

Lusa / AO online   Economia   27 de Nov de 2007, 15:31

Os maquinistas alemães ameaçaram com greve ilimitada, se a administração dos caminhos-de-ferro (DB) não aceitar um contrato colectivo nas negociações a retomar na segunda-feira sobre um conflito que já tem sete meses.
Tudo depende da proposta que o presidente executivo da DB, Hartmut Mehdorn, fizer aos maquinistas sobre o referido contrato, afirmou hoje, em Berlim, um membro da direcção do Sindicato dos Maquinistas (GDL).

Há semana e meia, os maquinistas fizeram uma greve de 62 horas, a mais longa da história dos caminhos-de-ferro alemães, deixando sem comboios milhões de passageiros e causando prejuízos superiores a 70 milhões de euros no transporte de mercadorias.

O GdL exige um contrato colectivo separado para os maquinistas e aumentos salariais de cerca de 30 por cento.

Os maquinistas alemães auferem entre 1.900 e 2.200 euros mensais e alegam que os salários foram praticamente congelados nos últimos dez anos e reivindicam agora um salário bruto de 2.500 euros por mês para um maquinista em início de carreira.

A DB melhorou a proposta salarial anterior e propõe agora aos maquinistas aumentos salariais que poderão ir até 13 por cento, com a contrapartida de mais duas horas de trabalho por semana.

Após algumas sondagens entre responsáveis da DB e dirigentes do GdL, na semana passada, o sindicato anunciou na segunda-feira que aceitava retomar as negociações, embora considere "insuficiente" a nova proposta da empresa.

A DB concordou em oferecer um contrato colectivo próprio aos maquinistas filiados no GdL, que representam apenas cinco por cento dos 200 mil ferroviários, ressalvando que tal contrato não poderá perturbar a paz social na empresa.

Os outros dois sindicatos da DB, o Transnet e o GDBA - este último agrupa os ferroviários que são funcionários públicos, incluindo cerca de 40 por cento dos maquinistas - já anunciaram que denunciarão o acordo colectivo aprovado este ano, que prevê aumentos salariais de 4,5 por cento, se forem concedidos aumentos superiores aos membros do GdL.

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