Casa Pia

Joaquina Madeira reúne-se com Procurador-Geral da República


 

Lusa / AO online   Nacional   26 de Out de 2007, 19:01

A presidente do Conselho Directivo da Casa Pia de Lisboa, Maria Joaquina Madeira, reuniu-se esta sexta-feira com o Procurador-Geral da República (PGR), mas escusou-se a adiantar qualquer pormenor sobre o encontro com Pinto Monteiro.
A reunião com Pinto Monteiro foi pedida por Joaquina Madeira e surge depois de a ex-provedora da Casa Pia Catalina Pestana afirmar, recentemente, que ainda há abusos na instituição.

"Não vou comentar absolutamente nada, não tenho nada a acrescentar", disse Joaquina Madeira à saída da Procuradoria-Geral da República, em Lisboa.

Questionada sobre as denúncias de Catalina Pestana, a actual presidente da Casa Pia apenas referiu que "já disse tudo o que tinha a dizer sobre esse assunto", acrescentando que falará "quando achar oportuno falar".

Em entrevista recente ao semanário Sol, a ex-provedora da Casa Pia afirmou não ter "dúvidas nenhumas de que ainda existem abusadores internos" na instituição e que participou as suas suspeitas ao Procurador-Geral da República, que já confirmou a abertura de um inquérito-crime.

A ex-provedora adiantou, também, que tem "fortes suspeitas de que redes externas continuam a usar miúdos da Casa Pia para abusos sexuais".

Catalina Pestana foi nomeada provedora da Casa Pia nos finais de 2003 (após ter rebentado o escândalo de pedofilia com alunos da instituição que está em julgamento no Tribunal do Monsanto, em Lisboa, com sete arguidos) e abandonou o cargo a 11 de Maio deste ano, aposentando-se.

Antes disso, Catalina Pestana trabalhou na Casa Pia durante 12 anos (entre 1975 e 1987), exercendo funções de professora, directora de um dos colégios e assessora da administração.

Na sequência das declarações de Catalina Pestana ao Sol, a presidente do Conselho Directivo da Casa Pia, Joaquina Madeira, garantiu em entrevista à Lusa que não tem indícios de novos abusos sexuais dentro da instituição.

"Garanto que não tenho indícios de que existam abusos sexuais nesta casa", afirmou Maria Joaquina Madeira, acrescentando que desde que está na instituição, há cerca de ano e meio, não teve conhecimento de quaisquer novas situações de abuso sexual de alunos.

Quanto a eventuais redes externas que usem alunos da Casa Pia para abusos sexuais, Joaquina Madeira disse que Catalina Pestana "fez exactamente o que deveria ter feito".

"Havendo suspeitas, fez a apresentação da sua queixa ao Procurador-Geral da República", disse também.

Os arguidos em julgamento (iniciado em Novembro de 2004) no processo Casa Pia são o ex-motorista casapiano Carlos Silvino da Silva ("Bibi"), o antigo provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal e Gertrudes Nunes, a proprietária de uma vivenda em Elvas onde alegadamente terão ocorrido abusos sexuais de menores.
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