Hospital da Ilha Terceira tem novo equipamento de ressonância magnética

Hospital da Ilha Terceira tem novo equipamento de ressonância magnética

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Set de 2012, 15:22

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira tem em funcionamento a partir de esta quarta-feira um novo equipamento de ressonância magnética, que representou um investimento de cerca de 740 mil euros.

Segundo o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, o equipamento estava em falta no serviço de radiologia do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, o que obrigava à deslocação de utentes para uma clínica privada na ilha, para a realização deste tipo de exames.

"Era um transtorno para os doentes aqui internados que tinham de se deslocar numa ambulância, acompanhados por um profissional de saúde, para fazerem este exame", frisou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao serviço de radiologia deste hospital.

Miguel Correia revelou que o novo equipamento custou 740 mil euros, salientando, no entanto, o este investimento terá "um retorno económico, para além do benefício para os doentes", uma vez que "só em exames, por ano, o hospital gasta cerca de 200 mil euros".

O secretário regional da Saúde garantiu que o novo hospital da ilha Terceira não tem falta de outros equipamentos, necessitando apenas de substituir alguns menos atualizados, frisando que estão já previstas as aquisições de uma sonda transeofágica para a realização da ecografia cardíaca e de um novo equipamento de laser para a oftalmologia.

"Os equipamentos que estavam a funcionar no velho hospital transitaram para o novo hospital, portanto se existe alguma necessidade é de substituição de equipamento", salientou, revelando que a hemodiálise, único serviço que ainda funciona no antigo hospital, deverá ser transferida para a nova infraestrutura no início de outubro.

Por sua vez, Carlos Póvoa, administrador da empresa que forneceu o equipamento, salientou que a Ressonância Magnética Nuclear instalada no Hospital da Ilha Terceira obtém "imagens do interior do corpo, com a particularidade de permitir não só visualizar a anatomia, como o órgão em funcionamento".

Segundo Carlos Póvoa, o equipamento utiliza a tecnologia de campo magnético, o que significa que não são utilizadas radiações ionizantes, como na TAC, sendo, por isso, " inócuo para corpo humano", apesar de estar limitada a utentes com pacemakers ou implantes.


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