Governo tenta atrair poupança das famílias para dívida pública


 

Lusa/AO Online   Economia   29 de Out de 2013, 08:11

O Governo está a tentar reanimar o mercado de dívida pública destinado a particulares e lança um novo produto de poupança no final deste mês, os "Certificados do Tesouro Poupança Mais".

 

Desde o início deste ano que o atual Governo e o IGCP, o instituto que gere a dívida pública, têm dito que querem beneficiar do aumento da poupança, pelo que trabalham em novos instrumentos de poupança que captem o interesse dos portugueses para investir em dívida pública.

Já a partir de 31 de outubro, os CTPM podem ser subscritos nas estações dos CTT - Correios de Portugal por investidores particulares, por prazos de cinco anos, com remunerações que vão dos 2,75% no primeiro ano aos 5% nos quarto e quinto ano.

Estes certificados custam um euro cada e o montante mínimo de subscrição é de mil unidades, ou seja, mil euros. O máximo que um investidor pode subscrever é um milhão de unidades.

Estes instrumentos são a nova forma de as famílias portugueses acederem a títulos de dívida pública, em que os mais particulares ainda continuam a ser os certificados de aforro.

Depois de um período em que os portugueses perderam interesse por este instrumento de poupança, em agosto do ano passado o Governo alterou as condições de remuneração e, nos últimos meses, têm vindo a aumentar as emissões, que têm compensado as amortizações.

Desde o início do ano e até setembro, os certificados de aforro registaram um aumento líquido nas subscrições de 349 milhões de euros. O Estado detinha, no final de setembro, cerca de 10 mil milhões de euros neste instrumento de dívida.

Já a subscrição dos certificados do tesouro está suspensa há cerca de um ano, desde setembro de 2012. Criado em 2010 pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para conter a sangria que se verificava nos certificados de aforro, e rendibilidade destes instrumentos tinha como referência a remuneração das obrigações do tesouro portuguesas a 10 ou a cinco anos, consoantes o prazo de investimento, que aumentaram com a crise que Portugal atravessa que. Já em maio de 2012, o IGCP - Agência de gestão da Tesouraria e da Dívida Pública tinha decidido suspender a atualização mensal dos juros que pagava aos subscritores, alegando disfunções e falta de liquidez no mercado secundário de dívida pública.

Em setembro de 2013, havia 1.384 milhões de euros aplicados neste instrumento.

Fora dos instrumentos de dívida pública, os portugueses podem ainda aplicar as suas poupanças nos chamados 'PPR do Estado'. Os certificados de reforma do setor público, que entraram em vigor em março de 2008, permitem aos subscritores terem uma pensão mais elevada na altura da reforma.

 



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