Governo dos Açores reitera que Lotaçor não está em falência técnica

Governo dos Açores reitera que Lotaçor não está em falência técnica

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Dez de 2018, 15:09

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Gui Menezes, reiterou esta quinta-feira a afirmação feita na quarta-feira pela presidente do conselho de administração da Lotaçor de que a empresa não está em falência técnica.

O governante foi ouvido pela Comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional e Associações Sem Fins Lucrativos Públicas, esclarecendo que a Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores (setor público empresarial) “tem um capital próprio de 2,4 milhões de euros e isso indica que a empresa não está em falência técnica”.

O responsável pela tutela acrescentou que há outros indicadores financeiros positivos na empresa: “o EBITDA, que é um indicador de eficiência financeira, também é positivo, é de 1,1 milhões de euros, e o 'cash-flow' é de 800 mil euros, que é um outro indicador [de] capacidades financeiras”.

Ouvida na quarta-feira pela mesma comissão, a presidente do conselho de administração da Lotaçor, Cíntia Machado, afirmou que o Tribunal de Contas “está a fazer a análise, somando as dívidas das empresas todas do grupo", incluindo as contas de 2017, que mostram uma dívida de 50 milhões de euros.

A análise abrange os números da Santa Catarina, bem como os da Espada Pescas e da Companha, “duas empresas entretanto extintas”.

A Lotaçor tem um passivo total de 37 milhões de euros, dos quais 31 milhões dizem respeito a dívidas bancárias e os restantes seis milhões são de dívida comercial, mas Gui Menezes adiantou que tem havido um esforço de renegociação, que “traz outra folga em termos de gestão imediata”.

O secretário regional apontou ainda que “tem havido um esforço muito grande, por parte deste conselho de administração, de otimizar muitos dos processos da Lotaçor, de reorganização dos recursos humanos, de aumento das receitas e diminuição de custos”.

Por isso, acredita que a Lotaçor, “nos próximos anos, possa vir a obter resultados mais positivos”.

Sobre a Santa Catarina, empresa conserveira que se encontra em processo de privatização, Gui Menezes afirmou, em declarações aos jornalistas, que espera que o processo avance em 2019, adiantando que “à partida haverá interessados”, mas, “naturalmente, dependerá também daquilo que for o desenho do caderno de encargos, que possa motivar ainda mais interessados para esta empresa”.

A Lotaçor presta serviços de primeira venda de pescado, bem como de apoio ao setor da pesca e respetivos portos nas nove ilhas do arquipélago, sendo duplamente tutelada pela Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia e pela Vice-presidência do Governo dos Açores.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.