Energia

Fornecimento de energia gera polémica

Zacarias Botelho, proprietário de um imóvel na zona de Aflitos, construído recentemente numa zona sem infra-estruturas de rede eléctrica, queixa-se das posições tomadas pela EDA em relação ao fornecimento de energia.


A empresa energética garante que está apenas a cumprir o regulamento imposto pela Entidade Reguladora do Sector Energético.
O início do caso remonta ao ano de 2006, quando Zacarias Botelho solicitou um parecer à EDA, relativamente à viabilidade de fornecimento de energia para aquela zona. Baseado no estudo efectuado no terreno, o parecer da empresa concluiu que, por questões de ordem técnica, não é possível o fornecimento de energia através da rede de baixa tensão mais próxima, e que segundo o regulamento da ERSE, aplicado ao caso em questão, “ficam a cargo do requisitante as despesas do primeiro estabelecimento das obras de electrificação, delas compreendendo o custo da instalação da rede de alta e média tensão, do posto de transformação e da rede de baixa tensão”, adiantou António Calado, da EDA, citando uma carta enviada a Zacarias Botelho pela empresa de energia.
O proprietário queixoso não concorda, no entanto, com o facto de ter que fazer “um investimento entre cinquenta a sessenta mil euros”, do qual será a EDA, depois, a retirar os lucros, pois, uma vez construídas as infra-estruturas, todas as casas da zona vão utilizá-las, pagando à empresa de energia.
Sendo assim, Zacarias Botelho sugeriu outra solução: “puxar” a energia às suas custas, fazendo a ligação com a rede de baixa tensão existente a 850 metros de distância da sua propriedade, solução que foi negada, tendo mais uma vez por base questões técnicas, segundo o mesmo regulamento, que a empresa está obrigada a cumprir.
Zacarias Botelho procurou, mais recentemente, dividir o investimento com todos os moradores que entretanto se estão a instalar na zona, sugestão apresentada pela própria EDA como forma de possibilitar a diminuição do esforço financeiro que a obra acarreta, segundo António Calado, mas as respostas foram negativas e o proprietário acusa os vizinhos de estarem à espera que a rede de energia seja instalada e paga por ele, que está “mais aflito” para depois se aproveitarem da situação, sem terem que gastar dinheiro.
Outra situação que deixa Zacarias Botelho insatisfeito é o facto de um vizinho, com uma casa próxima da sua, ter, alegadamente, prolongado o contrato com a EDA que o permite continuar a utilizar o cabo de energia provisório para obras, apesar de já estar a utilizar a casa de forma permanente.
Confrontado com esta declaração, António Calado diz desconhecer a situação e afirma que, “se a pessoa em questão já concluiu a obra e continua a usufruir do cabo provisório, está a fazê-lo indevidamente”, acrescentando que se este contrato existe é porque foi garantido à EDA que as obras ainda estavam a decorrer.
António Calado salienta que este tipo de instalações provisórias não têm o mesmo tipo de exigências que instalações definitivas para habitação.
A EDA poderá agora avançar com uma fiscalização para averiguar a situação em que se encontra a casa em questão, admitindo mesmo cortar esta fonte de energia, se a ilegalidade se confirmar.
PUB

Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)