Força militar portuguesa vai defender aeroporto internacional do Afeganistão


 

AO Online/ Lusa   Nacional   19 de Out de 2019, 20:21

Uma força militar portuguesa constituída por 170 militares parte em novembro para o Afeganistão, com a missão de defender o aeroporto internacional de Cabul, tendo este sábado recebido o Estandarte Nacional, na Batalha, no distrito de Leiria.

A 4.ª Força Nacional Destacada para o teatro de operações do Afeganistão, onde ficará seis meses a partir do dia 15 de novembro, é composta por 154 militares da Quick Reaction Force e 16 elementos do National Support Element, e tem como missão a proteção e segurança do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, onde ficará integrado na Base Force Protection Group.

O comandante da 4.ª Força Nacional Destacada, major de cavalaria Gomes Fazenda, explicou que o objetivo é “ir para o Hamid Karzai International Airport para tomar conta daquilo que são as operações de segurança no aeroporto, a partir do dia 15 de novembro”.

“Vamos tomar conta daquilo que são os controlos de acesso da linha de voo do Afeganistão, do aeroporto internacional de Cabul, assim como a vigilância para os perímetros de exterior e interior. São operações de segurança na salvaguarda dos militares e civis, mais de seis mil, que estão dentro do aeroporto”, precisou Gomes Fazenda, após a entrega do Estandarte Nacional.

Segundo o comandante, o grupo está “preparado” para a missão. “O risco depende daquilo que são as circunstâncias no Afeganistão. Estamos confiantes e competentes naquilo que fizemos ao longo deste aprontamento e julgo que tudo correrá bem.”

Para o teatro de operações, a força nacional leva armamento ligeiro, viaturas blindadas e armamento pesado, com metralhadoras para “garantir a salvaguarda e as operações”.

Além dos militares da Quick Reation Force seguem 16 militares do 4.º National Suport Element, liderados pelo capitão de cavalaria Sérgio Correia Duarte, que irão garantir “o apoio administrativo logístico de todos os militares portugueses” no aeroporto do Afeganistão.

“Levamos de Portugal os mesmos meios e equipamento que a força de segurança. Mas, dentro da minha força, tenho a particularidade de ter cinco módulos: o módulo de manutenção, que garante a manutenção das viaturas da força de segurança, um módulo que garante o apoio médico, o módulo das comunicações, o módulo que garante o apoio financeiro aos militares e o módulo de recursos”, que serve para o reabastecimento dos materiais.

Correia Duarte salientou que o “grupo está confiante”. “Obviamente estamos ansiosos pela missão, pelo adverso e pelo teatro, que é perigoso e tem as suas adversidades, mas sentimos uma grande motivação em poder participar numa missão deste tipo, apoiar a população e os militares que lá estão”, rematou.

No seu discurso, o general chefe do Estado-Maior do Exército, José Fonseca, salientou o “desempenho” das forças nacionais destacadas, que “tem sido eficaz, irrepreensível e exemplar”.

“É uma realidade confirmada pelas mais altas individualidades que com as mesmas interagem, mas é também, e sobretudo, sentida pelas populações, que pressentem e vivem o ambiente de segurança proporcionado.”

Para José Fonseca, “trata-se de uma tarefa essencial para o cumprimento da missão da força da NATO, nesta instável, imprevisível e arriscada região do globo”.

O comandante Gomes Fazendo acrescentou, no seu discurso, que os militares “atingiram a excelência”, apesar de “em algumas fases iniciais” do aprontamento terem “duvidado do seu aproveitamento”.

Na 4.ª Força Nacional Destacada segue a primeira mulher com a função de adjunta do comandante. Carla Barbosa, 45 anos, militar há 27, integrou a primeira corporação feminina que foi para o exército e cumpre agora a sua primeira missão internacional.



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