"Dias de Melo: Memória de Mim" na Morada da Escrita

"Dias de Melo: Memória de Mim" na Morada da Escrita

 

Paula Gouveia   Cultura e Social   29 de Out de 2008, 10:19

A Morada da Escrita – Casa Armando Côrtes-Rodrigues inaugura segunda-feira, dia 3 de Novembro, pelas 18 horas, a exposição "Dias de Melo: Memória de Mim".
A mostra, que estará patente ao público até Setembro de 2009, é composta por objectos da colecção particular de Dias de Melo, falecido em Ponta Delgada a 24 de Setembro último.
No rés-do-chão da Morada da Escrita, os visitantes poderão apreciar um conjunto de peças, entre as quais objectos pessoais, fotografias e exemplares das obras publicadas pelo autor ao longo da sua carreira.
Para a exposição, a Morada da Escrita procedeu à actualização dos conteúdos de equipamentos multimédia ali disponíveis, nomeadamente do Livro Mágico, do Banco da Poesia e dos Poemas Incompletos. Foi ainda editado  um catálogo que inclui um texto da autoria de José Gabriel Ávila.
A exposição será inaugurada numa cerimónia presidida por Carlos César, presidente do Governo Regional.
 A pensar nos mais novos, a Morada da Escrita vai disponibilizar ao público, através de marcação, quatro actividades relacionadas com o escritor Dias de Melo.
Para crianças dos seis aos doze anos estarão disponíveis as acções “E se eu…” e “Da minha janela”, e para  crianças entre os oito  e os 15 anos de idade há ainda “O lobo do mar” e “Ala bote!”.
Natural da Calheta de Nesquim, ilha do Pico, onde nasceu a 8 de Abril de 1925, José Dias de Melo fez o curso do Magistério Primário na Horta, tendo exercido a docência em Ponta Delgada, onde casou e veio a constituir família.
Por volta dos doze anos de idade começou a escrever para o já extinto jornal “O Telégrafo”, tendo fundado mais tarde, em conjunto com um grupo de colegas de curso, a Associação Cultural Académica.
Posteriormente, passou a colaborar também com os jornais regionais “Açores” e “Ilha”, e ainda com os jornais nacionais “Diário de Notícias” e “Diário de Lisboa”.
A sua caminhada literária inicia-se em meados dos anos 50, estreando-se na poesia em 1954, com o livro “Toadas do Mar e da Terra”.
O seu romance “Pedras Negras”, cuja primeira edição data de 1964, está traduzido em inglês e em japonês.
Em 2008, Dias de Melo publicou o seu mais recente livro, intitulado “A Montanha Cobria-se de Negro”, cujo lançamento decorreu na cidade da Horta.
Entre várias outras homenagens, em Portugal e no estrangeiro, Dias de Melo foi agraciado, em 1989, pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique, tendo sido distinguido já este ano, pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, com a atribuição da Insígnia Autonómica de Reconhecimento.
Recentemente, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, presidiu a uma sessão pública de homenagem a Dias de Melo, que incluiu o lançamento de uma nova edição da trilogia das obras do autor - “Pedras Negras”, “Mar Rubro” e “Mar Pla Proa”.

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