Construção de bloco de partos no Pico

Deputado CDS/PP acusa Governo Regional de "leviandade"

Deputado CDS/PP acusa Governo Regional de "leviandade"

 

Lusa / AO online   Regional   30 de Out de 2007, 15:04

O deputado do CDS/PP na Assembleia Legislativa dos Açores acusou esta terça-feira o Governo Regional de "leviandade" e "demagogia", ao anunciar a intenção de construir um bloco de partos na ilha do Pico.
Falando no plenário do Parlamento açoriano, a respeito da visita do executivo socialista à ilha na passada semana, Artur Lima considerou "a barbaridade do regime" a decisão de construir uma maternidade na vila da Madalena.

"É leviano e inconsciente, querer fazer uma maternidade no Pico", afirmou o parlamentar do CDS/PP, considerando que "clinicamente, não é possível fazê-lo".

Artur Lima lamentou, ainda, que o Governo regional esteja a criar "expectativas infundadas e irrealistas" aos picoenses, quando sabe que “não existem condições” em termos técnicos e humanos para instalar a maternidade numa ilha com 15 mil habitantes.

O deputado do CDS/PP disse que até seria bom que os habitantes do Pico, pudessem nascer na sua ilha, em vez de terem de o fazer no Hospital da Horta, na ilha do Faial, mas alertou que uma maternidade no Pico pode representar mais mortalidade à nascença.

"Que os picoenses nasçam no Pico eu até acharia muito bem, que os picoenses morram no Pico, na sua maternidade, ao nascimento, isso é que é um crime", frisou Artur Lima em tom exaltado.

Na resposta, o secretário regional dos Assuntos Sociais insistiu na ideia de que é possível construir um bloco de partos no Pico, que permita às mulheres grávidas dar à luz sem saírem da sua ilha.

Domingos Cunha lamentou o tom das críticas de Artur Lima, afirmando que não admitia que o acusasse de leviano nem lhe desse lições de moral.

As declarações do parlamentar popular surgem na sequência do anúncio feito na passada semana pelo presidente do Governo açoriano, no âmbito de uma visita estatutária de três dias ao Pico, onde Carlos César anunciou a intenção de construir um bloco de partos no futuro Centro de Saúde da Madalena, para permitir que os picoenses nasçam na sua ilha.

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