Croácia pode terminar negociações técnicas de adesão até final de 2009

Croácia pode terminar negociações técnicas de adesão até final de 2009

 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Dez de 2008, 14:28

O comissário europeu para o Alargamento considerou que a Croácia pode terminar as negociações técnicas de adesão à UE até ao final de 2009, apesar do veto esloveno que impediu hoje um grande passo nessa direcção.
"O calendário indicativo que propusemos é realista", assegurou Olli Rehn após uma reunião entre a UE e a Croácia, que apenas permitiu abrir um dos 35 capítulos que demarcam as negociações de adesão.

    A Comissão apresentou em Novembro este "calendário indicativo" que prevê que a Croácia possa terminar as negociações técnicas de adesão à UE até final de 2009, na condição de preencher as "condições" necessárias, em particular na luta contra o crime organizado e a corrupção.

    Mas este roteiro implicava a abertura de todos os capítulos até ao final deste mês ou início de 2009.

    Mas a Eslovénia vetou a abertura de nove dos dez capítulos de negociações previstos para hoje. Foi aberto apenas o capítulo sobre os mercados públicos, fazendo assim subir para 22 o número dos que foram abertos desde o início das discussões em Outubro de 2005.

    Apesar de tudo, terminar as negociações técnicas até final "é possível", assegurou Rehn.

    "Isso depende essencialmente da capacidade da Croácia para fazer as reformas, sobretudo no sector judicial e na luta contra a corrupção, assim como na reestruturação dos estaleiros navais", adiantou.

    "Gostaria de dizer ao povo croata que mesmo se houver atrasos nas negociações formais, se faz favor, continuem as reformas com resultados e determinação", disse ainda.

    Uma sondagem da Comissão Europeia divulgada quinta-feira mostrava que os croatas que se opõem à adesão à UE são mais numerosos (38 por cento, mais 13 pontos percentuais em seis meses) que os que a consideram algo bom para o país (23 por cento, menos sete pontos em seis meses).

    "Não estamos desanimados com o impasse actual", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros croata, Gordan Jandrokovic, assegurando que as reformas continuarão.

    "Pensamos que vamos encontrar uma solução com a Eslovénia e, logo, que o roteiro continua realista", considerou também.

    A Eslovénia utilizou o veto porque acusa Zagreb de ter incluído nos documentos entregues à UE sobre os capítulos de negociação elementos que tomam como seguras as fronteiras terrestres e marítimas entre as duas antigas repúblicas jugoslavas, embora os dois países nunca tenham chegado a acordo sobre a questão desde a independência em 1991.

   

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