Banca

Crédito malparado a atingir máximos históricos


 

Lusa/AO online   Economia   21 de Set de 2011, 12:48

O crédito concedido pelos bancos às famílias diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em Julho, 326 milhões de euros face a Julho, enquanto o considerado de cobrança duvidosa, o malparado, subiu pelo quarto mês consecutivo e bate novo máximo histórico.
De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, o crédito concedido pelos bancos a particulares caiu de 141.575 milhões de euros em Junho para 141.249 milhões de euros, com a maior diminuição a surgir do crédito à habitação, que apresenta uma redução de 144 milhões de euros.

O crédito concedido para consumo também apresentou uma diminuição em Julho de 131 milhões de euros, tendência igualmente verificada no crédito para outros fins, que apresenta uma queda de 51 milhões de euros.

O malparado seguiu em sentido inverso, registando a quarta subida mensal consecutiva, com um aumento de 64 milhões de euros de Junho para Julho. No total, 4.381 milhões de euros eram considerados de cobrança duvidosa em Julho, batendo novamente o seu máximo histórico.

Neste caso, foi o crédito concedido para outros fins que viu aumentar mais o malparado, em 41 milhões de euros de Junho para Julho, seguido do crédito à habitação, mais 31 milhões de euros, enquanto o malparado no crédito concedido para consumo apresentou uma ligeira diminuição da ordem dos 8 milhões de euros.

O crédito à habitação continua a ser o que mais peso tem no total destes créditos considerados de cobrança duvidosa, representando cerca de 46 por cento do total.


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