Elsie Medeiros, descendente de pais das freguesias dos Arrifes e do Livramento, em Ponta Delgada, diz nunca ter passado por algo semelhante: “Dos 53 anos de vida, primeira vez que passo algo assim. Não podia abrir a porta da rua, pois sentia que o edifício iria cair”, contou a moradora em Caracas.
Mal sentiu o primeiro abalo, agarrou logo no seu filho, autista, e assim ficaram durante hora e meia, “à espera que passasse”. Sem luz nem internet durante duas horas, Elsie e o filho passaram a noite em sobressalto, tendo sentido três réplicas com grande intensidade.
“O edifício onde vivemos só sofreu algumas rachaduras nas paredes”, relata.
O Açoriano Oriental chegou à fala com José Oliveira, açoriano a residir na cidade de Punto Fijo, a 530 quilómetros a noroeste de Caracas, confessa que sentiu “bem forte” os dois abalos de ontem de madrugada, mas não tem registo de qualquer perda humana ou material na sua zona, onde vivem mais de 50 famílias, quase todas do concelho da Lagoa.
“Todas
as famílias açorianas que cá moram [Punto Fijo] estão todos bem. Igual
na cidade de Maracay, onde mora outro grupo de descendentes de
açorianos. Todos os que conheço que residem em Caracas também estão
bem”, relata o açoriano, que em 2015 criou a festa do Divino Espírito
Santo em Punto Fijo.
