Clara Rojas sem notícias de Ingrid Betancourt há três anos

A ex-refém Clara Rojas, libertada quinta-feira pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, revelou numa rádio colombiana que há três anos que não tem notícias da sua amiga Ingrid Betancourt, com quem foi raptada em Fevereiro de 2002.


 “Não sei nada de Ingrid há três anos”, afirmou Clara Rojas, em declarações à rádio privada Caracol.

Clara Rojas, uma advogada de 44 anos que era assistente de Ingrid Betancourt, acrescentou que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a separaram da refém franco-colombiana “por razões de segurança”.

Clara Rojas foi libertada quinta-feira com uma outra refém das FARC, a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, durante uma operação na selva colombiana, organizada pela Colômbia e pela Venezuela, em colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR).

As duas mulheres, que parecem em boa forma, chegaram algumas horas mais tarde de avião a Caracas onde foram acolhidas pelos seus familiares e por altos responsáveis venezuelanos.

Na sua entrevista, Clara Rojas falou igualmente do nascimento Emmanuel, a 16 de Abril de 2004 por cesariana, o que a imobilizou durante 40 dias, enquanto os combates que visaram as FARC se revelaram intensos.

Rojas indicou igualmente que a criança sofreu uma fractura do braço no momento do nascimento.

“Foi muito duro, mas vivo para ele e espero que ele também. Ele mostrou ser uma criança muito corajosa”, afirmou Clara Rojas.

Clara Rojas assegurou igualmente que a sua amiga Ingrid Betancourt fez as primeiras roupas de Emmanuel e lhe cantou canções em francês.

“Ingrid fez-lhe as primeiras roupas (…) Guardo essas lembranças porque quero mostrá-las à minha mãe e partilhá-las com Yolanda (Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt)”, afirmou a ex-colaboradora de Betancourt.

Ingrid Betancourt “teve ocasião de cantar a Emmanuel algumas canções em francês”, acrescentou Clara Rojas.

“Ingrid, coragem, espero ver-te aqui dentro em breve!”, exclamou.

Clara Rojas indicou igualmente que apenas viveu com o seu filho durante os primeiros oito meses de vida e que o seu maior desejo é revê-lo.

 A ex-colaboradora de Betancourt soube, ao mesmo tempo que a opinião pública, que o seu filho foi acolhido por uma instituição colombiana em Bogotá em 2005.

“Fui a primeira a ser surpreendida. Disseram-me que ele estava bem para não me preocupar, mas não tinha notícias da criança”, disse.
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