Comité de Ética da FPF foi hoje empossado e quer transparência e boa governação

Emanuel Macedo de Medeiros foi empossado presidente do Comité de Ética da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que visa contribuir para o escrutínio, responsabilização e confiança no futebol português




Mais de seis meses depois de ter sido anunciada a criação deste comité, em agosto de 2025, e que Emanuel Macedo de Medeiros, diretor executivo da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), ficaria encarregue da sua liderança, foi dada posse aos seus responsáveis.

“Os temas da ética, da transparência e da boa governação são fundamentais para o presente e futuro da FPF. Estamos a trabalhar nos mecanismos de autodefesa da credibilidade do futebol português”, vincou o presidente da FPF, Pedro Proença, citado pelo organismo.

Macedo de Medeiros vai presidir ao comité, contando com José Carlos Lima, Catarina Araújo e João Paulo Almeida como vogais.

“Estamos hoje a assegurar o presente para que o futuro seja de grande sucesso desportivo”, reforçou Pedro Proença, confiante de que este novo organismo persistirá no tempo para além da sua liderança da FPF, sinal de que a “cultura de integridade ficou enraizada no quotidiano da organização”.

Segundo a FPF, a criação deste Comité de Ética insere-se, ainda, num movimento mais amplo de modernização institucional, que passa pela adoção de normas internacionais de anticorrupção, pela revisão de regulamentos internos e pela construção de canais seguros de denúncia e tratamento de irregularidades.

“A ética e a integridade no desporto são traves estruturantes de um setor que se quer reconhecido, emancipado e sustentável. Vamos coadjuvar a direção e os demais órgãos, não só nas reformas internas necessárias para garantir o standard de ouro em matéria de organização, funcionamento, cumprimento e observância das melhores práticas, mas também uma atenção especial às vulnerabilidades e desafios que todo o setor se confronta”, explicou Macedo de Medeiros.

No seu programa eleitoral, Pedro Proença tinha assumido como eixos estratégicos a transparência, o combate à corrupção, a prevenção de conflitos de interesses e o alinhamento com as melhores práticas internacionais.

Neste contexto, o Comité de Ética vai assessorar a direção na definição de políticas de integridade, na monitorização do cumprimento das normas internas e na emissão de pareceres sobre matérias sensíveis para a reputação da organização e do futebol português.

A FPF informa ainda que este órgão vai ter como prioridades o acompanhamento das políticas de compliance e anticorrupção, o reforço da cultura interna de integridade, a promoção de princípios claros de conduta para dirigentes, atletas e demais agentes desportivos, bem como a análise de situações suscetíveis de ferir a confiança pública.


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