O partido referiu em comunicado que "manter a SATA Internacional como está é simplesmente irresponsável", considerando que "não é sério continuar a pedir sacrifícios aos açorianos [...] para sustentar uma empresa que não demonstra capacidade de ser viável".
"Há quem continue a falar em 'reestruturações', 'planos de recuperação' e 'novos modelos de gestão'. A verdade é que essas promessas já foram feitas vezes sem conta e falharam sempre", lê-se.
A posição do Chega Açores surge após a administração da SATA ter confirmado que está a "analisar" a recomendação do júri para rejeitar a proposta apresentada pela alienação da companhia Azores Airlines e que vai remeter o processo para o Governo dos Açores.
Perante a situação, o Chega/Açores aponta "dois caminhos claros e honestos": "Primeiro, o encerramento da SATA Internacional, assumindo com frontalidade que o projeto falhou. […] Segundo, a integração da SATA Internacional na TAP, solução que deve ser analisada sem preconceitos ideológicos".
Para o partido, a opção de integrar a SATA Internacional na TAP "permitiria evitar indemnizações milionárias aos trabalhadores, salvaguardar postos de trabalho e assegurar ligações aéreas estruturantes para os Açores".
"Mais do que isso, permitiria inserir as rotas açorianas numa rede nacional e internacional com escala, planeamento e capacidade financeira, algo que a SATA Internacional, isolada, nunca conseguiu garantir", acrescentou.
O Chega/Açores lembra que a companhia aérea "transformou-se, ao longo dos anos, num verdadeiro símbolo da má gestão pública nos Açores".
"Um projeto que nasceu com ambição, mas que foi sendo capturado por decisões políticas erradas, falta de estratégia empresarial e uma total ausência de responsabilização. O resultado está à vista: prejuízos sucessivos, injeções constantes de dinheiro público e um futuro cada vez mais incerto", salientou.
Para o partido, o verdadeiro problema da empresa "é que muitos responsáveis políticos preferem não decidir" e "vivem confortavelmente neste 'nem fecha, nem integra", porque, assim, ninguém assume culpas".
"A SATA Internacional precisa de uma decisão estrutural, não de mais um remendo. Continuar como está não é opção", concluiu.
