Chefe de milícias congolesas transferido para o Tribunal de Haia


 

Lusa / AO online   Internacional   18 de Out de 2007, 16:56

O líder de um grupo de milícias da República Democrática do Congo, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade em 2003, em Ituri, leste, foi transferido de Kinshasa para o Tribunal Penal Internacional de Haia.
Germain Katanga, 29 anos, era o dirigente das Forças de Resistência Patrióticas em Ituri (FRPI), uma milícia criada em finais de 2002 com o apoio do Uganda, de que numerosos membros, das etnias Lendu e Ngiti, são suspeitos de ter participado em massacres de carácter étnico dirigidos contra os Hema.

    É processado pelo gabinete do procurador do TPI Luís Moreno-Ocampo por “três acusações de crimes contra a humanidade e seis acusações de crimes de guerra”, segundo um mandado emitido em 02 de Julho.

    É acusado nomeadamente de “assassínio”, “actos e tratamentos desumanos”, “escravatura sexual”, de ter “feito participar crianças de menos de 15 anos em hostilidades” e de ter “dirigido intencionalmente ataques contra a população civil”.

    Detido em Março de 2005, em Kinshasa, foi embarcado hoje a bordo de um avião civil fretado pelo TPI com destino a Haia, disse o Tribunal, que saudou num comunicado a cooperação das autoridades da RDCongo.

    Germain Katanga é o segundo chefe de guerra de Ituri transferido para o TPI, depois de Thomas Lubanga, chefe das milícias Hema da União dos Patriotas Congoleses (UPC), processado por recrutamento forçado de crianças.

    O processo de Lubanga, 46 anos, previsto para 2008, será o primeiro perante o TPI, primeiro tribunal encarregado dos crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, que entrou em funções em Julho de 2002.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.