Cavaco envia mensagem a militares e agentes de segurança no estrangeiro


 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Dez de 2008, 14:18

O Presidente da República enviou hoje aos militares e agentes de segurança destacados em missões no estrangeiro uma mensagem, transmitindo o seu reconhecimento pelo empenho ao serviço da paz, num tempo em que as "ameaças à segurança" exigem "combate firme".
 "Os recentes atentados em Bombaim são um trágico exemplo das razões que nos levam a dizer 'presente' nos esforços da comunidade internacional para combater o terrorismo e a participar nas operações militares humanitárias e de apoio à paz", refere o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem vídeo aos militares e agentes de segurança destacados em missões no estrangeiro.

    Assim, acrescenta o chefe de Estado, e porque "as actuais ameaças à segurança e ao desenvolvimento dos povos não podem ser ignoradas", exige-se um combate firme.

    Aliás, refere também Cavaco Silva, são essas ameaças que constituem uma das principais motivações para a presença, em teatros de operações espalhados por todo o mundo de militares dos três ramos das Forças Armadas - Marinha, Exército e Força Aérea -, e também da Guarda Nacional Republicana e elementos da Polícia de Segurança Pública.

    "É com um sentimento de profunda gratidão que vos falo, transmitindo o público reconhecimento do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas pelo vosso desempenho ao serviço da paz e dos Direitos Humanos", salienta o chefe de Estado na mensagem vídeo que será colocada na página da Internet da Presidência da República e nas páginas dos três ramos das Forças Armadas, da GNR e da PSP.

    Na mensagem, que é divulgada no dia em que os filhos dos militares e agentes de segurança destacados vão estar em Belém a convite do Presidente da República para inaugurar a árvore de Natal do Palácio, Cavaco Silva reconhece ainda a dificuldade das missões, enaltecendo a conduta daqueles que estão fora de Portugal.

    "São complexas, e muitas vezes perigosas, as missões que foram chamados a desempenhar. A vossa conduta digna, profissional e altruísta, e a vossa capacidade para estabelecer laços de amizade e proximidade com as populações são motivo de elogio generalizado", diz Cavaco Silva.

    O Presidente da República explica ainda que ao convidar os filhos dos militares e agentes de segurança em missão no estrangeiro para a inauguração da árvore de Natal e da tradicional exposição de presépios pretendeu expressar o seu apreço pelos "sacrifícios que fazem em nome de Portugal".

    "Não esquecemos a pesada responsabilidade que cabe aqueles que vos são próximos de assegurarem a estabilidade do núcleo familiar e de, no lado de cá, lutarem por um País mais próspero", sublinha o chefe de Estado, aproveitando para enviar "calorosos votos de um Feliz Natal e de um Bom Ano Novo".

    "A todos vós quero, em meu nome e no de todos os Portugueses, expressar profundo reconhecimento e apreço sincero pelo vosso contributo para o prestígio do nome de Portugal nos mais importantes palcos da cena internacional", conclui o chefe de Estado.

    De acordo com a Presidência da República, actualmente prestam serviço no exterior, no quadro das missões internacionais de apoio à paz, quase nove centenas de militares dos três ramos das Forças Armadas, da GNR e da PSP.

    Estes militares e agentes da PSP estão destacados em teatros de operações como o Afeganistão, Bósnia-Herzegovina, Congo, Kosovo, Líbano ou Timor-Leste.

    Relativamente às Forças Armadas, que já tinham estado presentes no Afeganistão em 2002 e 2004, dispõem actualmente, neste país, de mais de 70 militares.

    Outros 150 militares encontram-se no Líbano, numa missão que teve início em 2006.

    Quanto aos militares da GNR, 210 estão agora em missão em vários países, nomeadamente em Timor-Leste, na Bósnia-Herzegovina e na República Democrática do Congo.

    A GNR, que participa em missões no estrangeiro desde meados dos anos 90, já esteve presente em países como Angola, Iraque, Macedónia, Congo, Libéria e Haiti.

    Também a participar em missões de manutenção de paz desde 1992, a PSP dispõem actualmente de 70 agentes destacados em missões internacionais no Chade, Congo, Kosovo e Timor-Leste.

   

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